Volume de chuva em Laguna supera média histórica para o mês de junho

Para o climatologista da Epagri/Ciram, Márcio Sônego, é um índice considerado recorde. "Um fato curioso é que a média histórica é 80 milímetros para o mês todo e na estação próxima à Ponte Anita Garibaldi choveu 120 milímetros das 6h às 10h. Em quatro horas, choveu 'o mês todo' e mais 50%. Ela concentrou e por isso essa enxurrada toda", comenta.
Foto: Deyvid Silva/Colaboração/Agora Laguna
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Noventa anos atrás, em 1931, choveu 80 milímetros o mês de junho inteiro em Laguna. Essa era a média histórica até esta quarta-feira, 9. Dados coletados pelas estações pluviométricas mantidas pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden​) em Ribeirão Pequeno (Laguna) e Ponta de Laranjeiras (Pescaria Brava) mostram que choveu pouco mais que o dobro desse volume em oito horas (das 3h às 11h).

Para o climatologista da Epagri/Ciram, Márcio Sônego, é um índice considerado recorde. “Um fato curioso é que a média histórica é 80 milímetros para o mês todo e na estação próxima à Ponte Anita Garibaldi choveu 120 milímetros das 6h às 10h. Em quatro horas, choveu ‘o mês todo’ e mais 50%. Ela concentrou e por isso essa enxurrada toda”, comenta. Ao todo, foram 177 milímetros.

A região onde o maior índice pluviométrico foi detectado é justamente onde ocorreram os principais problemas causados pela chuva desta manhã. O Distrito de Ribeirão Pequeno enfrenta danos nas estradas, sobretudo a rodovia municipal João Batista Wendhausen Moraes. Uma ponte na comunidade motivou um alerta da Defesa Civil e da Guarda Municipal, pois há risco de desabamento. Em Cabeçuda, houve ruas completamente alagadas e uma cratera abriu no acesso ao bairro. Tudo isso contribuiu para que Laguna decretasse situação de emergência.

As estações do Cemaden apontam que choveu 108 milímetros em Campos Verdes e 75 no Mar Grosso. No monitoramento mantido pela Epagri, no Centro, o índice alcançou 76 milímetros no mesmo período. No acumulado total desta quarta-feira, conforme monitoramento da Defesa Civil estadual, Laguna teve o terceiro maior índice pluviométrico do estado. Canelinha, na Grande Florianópolis, foi a mais atingida pela chuva, com índice de 286 milímetros. Tubarão vem na sequência com 204.

De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil na Amurel, Anderson Martins Cardoso, os municípios de Laguna e Pescaria Brava estão entre os que mais têm passado por intervenções emergenciais devido à chuva. “Estão ocorrendo ações de restabelecimento com aberturas de via, limpeza de drenagem, de bocas de lobo, para que não ocorram situações de alagamentos pontuais”, comenta. Há pessoas desabrigadas na cidade mais nova da região e por isso a prefeitura abriu um espaço para centralizar essa população e fornecer auxílio. O local fica no CTG do Tio Preto.

Mapa com índices pluviométricos de Laguna por volta das 10h. Foto: Márcio Sônego/Epagri-Ciram