‘A população relaxou um pouco’, lamenta secretária de Saúde de Laguna

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Acompanhando uma tendência estadual, os números do novo coronavírus vêm apresentando crescimento nas últimas semanas, o que acende o sinal de alerta no setor de saúde de Laguna. Na segunda-feira, 16, o hospital de caridade informou que seus dez leitos de UTI estão completamente ocupados, um dia após a confirmação da 22ª morte causada em decorrência da Covid-19.

De 31 de outubro até 16 de novembro, Laguna registrou a confirmação de 217 casos positivos e cinco mortes causadas em decorrência do novo coronavírus. O número de pacientes que aguardavam o resultado do teste feito pelo Lacen era de 52 no fim do mês passado. Hoje, são 163 – número que já chegou a 185.

Na visão da secretária municipal de Saúde, Valéria Olivier, isso é reflexo da falta de cuidado dos moradores. “A população relaxou um pouco e a gente precisa que a população volte a se cuidar. O vírus está circulando no nosso município. Todo dia a gente tem uma quantidade bem elevada de pacientes positivos. Procurando o hospital, o centro de triagem. Temos que tomar todos aqueles cuidados que vínhamos tomando desde março”.

O agravamento da situação do novo coronavírus é acompanhado também pelo governo do Estado. O mapa de risco divulgado no último dia 11, indicou que mesmo na cor laranja (potencial grave), a matriz de avaliação da região de Laguna (18 cidades) obteve pontuação muito próxima do nível gravíssimo. A classificação ajuda o governo e a prefeitura a tomarem decisões sobre o combate ao novo coronavírus.

“Estamos no estado de alerta e temos de fazer de tudo para que essa proliferação diminua no nosso município, para que a gente não entre novamente numa matriz de risco. Está na hora de tomarmos mais cuidados e lembrarmos de todas as medidas sanitárias necessárias”, complementa Valéria.

O hospital de Laguna também tem reforçado o alerta para que a população intensifique a prevenção para evitar o contágio. Além da lotação total na UTI, a entidade registra ocupação quase completa dos leitos clínicos, segundo nota oficial divulgada na segunda-feira. “A gente tem visto que a segunda onda está acontecendo e o excesso de atendimentos ambulatoriais, que são os casos não urgentes que tenham ocorrido na emergência, estão dificultando a agilidade no atendimento aos pacientes graves que se destinam ao hospital”, afirma a presidente da instituição, Tatiana Blosfeld.

A orientação atual é que pessoas com sintomas gripais leves busquem atendimento nos postos de saúde, em especial o centro de triagem montado pela prefeitura no bairro Esperança. Apenas se o quadro clínico evoluir para grave é que o paciente será encaminhado ao hospital.

Secretária responde sobre falta de profissionais na triagem

Pessoas que precisaram usar o centro de triagem recentemente enviaram à Redação reclamações sobre exoneração de profissionais, o que teria prejudicado o atendimento na unidade.

De acordo com a gestora, há quatro técnicos de enfermagem e três enfermeiros na unidade de triagem do Covid-19. O contrato com uma enfermeira chegou a expirar, mas já foi renovado. Um novo médico também deve chegar para reforçar a equipe, que hoje conta com apenas um profissional, já que a segunda médica que atendia no local pediu demissão por ter assumido o mesmo cargo em um município vizinho.

“A gente tem uma equipe forte e boa que atua junto com as unidades de saúde. A gente não tem problemas no centro de triagem de funcionários e servidores”, garante a secretária. Valéria ressalta que a secretaria também tem convênio com o hospital desde o início do Covid para que cubra a prefeitura quando houver necessidade na função da triagem, em especial no fim de semana. “Nesse período que ficamos sem médico, o hospital cobria. Existe essa parceria”, resume.

Ouça: entrevista de Valéria Olivier

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