Foto: Luis Claudio Abreu/Agora Laguna

Planejada desde 2007 como uma das obras de duplicação da rodovia BR-101 Sul, a ponte Anita Garibaldi, erguida sobre o Canal de Laranjeiras, completa cinco anos de inauguração nesta quarta-feira, 15. A estrutura desafogou o trânsito e iluminou as águas de Laguna – ao menos em boa parte de sua existência, já que por várias vezes esteve apagada.

Iniciada em maio de 2012, com a assinatura da ordem de serviço feita pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a construção da ponte envolveu ao menos 1,6 mil operários que trabalharam dia e noite em duas frentes. A primeira, encarava a água para escavar e concretar os pilares. A segunda, operava a montagem dos cabos e equipamentos que foram usados.

Para erguer a ponte, o projeto teve quatro etapas:

  • Na primeira, os operários fizeram a fundação no solo, embaixo da ponte. As escavações tiveram 2,5 metros de diâmetro e foram protegidas por camisas metálicas. A mais profunda de todas ficou a 75,8 metros. A armação das estacas foi feita com vergalhões e, depois, preenchidas com concreto. Quatro equipes trabalharam ao mesmo tempo, em pontos diferentes da ponte.
  • Na segunda, foram erguidos os pilares de da ponte e na sequência, colocados os mastros, com 50 metros de altura em relação ao pavimento da ponte.
  • A quarta fase foi a de acabamento. Essa etapa é a de colocação das proteções laterais, pavimentação e pintura de faixas

A ponte atraiu pessoas de diversas partes do Brasil para trabalhar na estrutura. Muitos deles residiam no próprio canteiro de obras, cuja área construída era equivalente a 14 campos de futebol. O canteiro tinha sala de recreação, refeitórios e casas que serviam como dormitório.

A construção foi paga com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que investiu R$ 777,1 milhões na obra, executada por um consórcio de empreiteiras envolvendo Camargo Correa, M Martins e Construbase.

Única ponte estaiada em curva do Sul do país, a Anita Garibaldi tem 2,8 quilômetros, quatro pistas e acostamento. Os 400 metros do vão central são estaiados – suspensos por 60 cabos de aço (15 para cada lado), presos em dois mastros que fazem a sustentação central: o Norte e o Sul. São 25,3 metros de largura, com duas faixas de tráfego para cada sentido, que têm 3,6 metros cada, e são separadas por barreiras de concreto. Os acostamento tem três metros.

A iluminação que voltou a ser acesa em junho, após um ano e meio apagada é à base de LED. São duas torres iluminadas por 64 lâmpadas dessa tecnologia, geridas por uma central eletrônica instalada na estrutura. A ponte tem ao todo 182 postes de iluminação, com 64 pontos de luz nos estais. Toda a iluminação é feita com luzes LED, com 275 watts de potência cada. As luminárias das torres foram afixadas nos 56 cabos de sustentação no centro da estrutura e oito pontos instalados nos cabos laterais.