Os constantes furtos à escola Almirante Lamego, uma das maiores da cidade seguem causando dor de cabeça à direção da unidade. Localizada entre o Centro e o Campo de Fora, o colégio se tornou alvo preferido da criminalidade desde a última semana e no último domingo, 7, voltou a ter parte da fiação de cobre furtada por um indivíduo.

A fiação existente nas caixas de força instaladas nas paredes do ginásio de esportes e corredores do pátio principal foram furtadas. Os cabos instalados em galerias subterrâneas também foram levados. Boa parte do cabeamento da escola é novo e foi instalado a partir de 2016, com o início das obras de reforma e ampliação da estrutura.

O colégio se tornou um ponto fácil para o crime já que está quase sem movimento, com apenas a direção e equipe de administração atuando no prédio em alguns períodos do dia. As aulas presenciais foram suspensas em março e têm perspectiva de retorno apenas para agosto.

A Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Laguna afirma que vêm providenciando desde a última semana algumas melhorias na segurança do prédio, que também passou por situações tensas no ano passado, com vários furtos. De acordo com Danilo Prudêncio, titular da pasta, o caso já foi levado ao conhecimento da Secretaria estadual de Educação.

“Estamos priorizando dificultar a entrada dessas pessoas na unidade escolar. [Vamos] aumentar o muro, o número de câmeras de monitoramento e [reforço] da vigilância humana para todas as escolas, em especial o Almirante Lamego”, detalha Prudêncio. A partir de terça-feira, 8, começa a atuar um vigilante 24 horas no espaço.

Ainda não há uma estimativa financeira do prejuízo causado pelos furtos e, de acordo com o coordenador, esse levantamento é apenas um dos passos que serão feitos. A escola também precisa ter a fiação reposta, já que na última sexta-feira, 5, parte do imóvel ficou sem acesso à internet e às escuras. “A solução para arrumar não é de hoje para amanhã”, alerta Prudêncio.

O caso é investigado pela polícia, que já tem conhecimento da situação. Para o coordenador, que foi diretor da mesma escola antes de assumir a função regional, os furtos expõem outro problema. “Nesse tipo de furto alguém se beneficia. Pior que o ladrão é o receptador e isso nos preocupa… que dentro da nossa cidade, tem quem compre e se beneficie com esse material furtado”, finaliza.

Ouça: Entrevista com Danilo Prudêncio