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Os agentes penitenciários que tiveram contato com o detento da Unidade Prisional Avançada (UPA), que teve diagnóstico de coronavírus confirmado, são monitorados pela equipe de Vigilância Epidemiológica de Laguna. O presto teve resultado positivo para o vírus entregue pelo Lacen na segunda-feira, 11.

De acordo com a secretária de Saúde, Valéria Olivier, “os agentes e a equipe que prendeu, utilizam equipamentos de proteção individual e estão sendo monitorados”. O homem, que não teve a idade revelada, foi detido em 6 de maio em Pescaria Brava, mas seria morador de Capivari de Baixo.

O detento estava até segunda-feira em isolamento na UPA, mas teve a prisão domiciliar autorizada pela Justiça por não haver local específico para esse fim na unidade. A permissão é condicionada ao cumprimento de vários quesitos.

Ao Portal Agora Laguna, a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) de Santa Catarina, informou que seguiu todos os protocolos adotados desde o início da pandemia. Assim que um novo interno chega à uma unidade prisional, o detento é colocado em isolamento.

“Ele seguiu para o isolamento por um período de 15 dias. Como manifestou sintomas, foi monitorado por sete dias e testado no oitavo dia. Como o teste deu positivo para coronavírus, a Justiça concedeu prisão domiciliar onde o detento segue isolado”, explicou a secretaria. A pasta mantém sigilo sobre idade e o local de cumprimento da prisão em virtude da Lei de Abuso de Autoridade, que impede as forças de segurança de fornecer detalhes sobre pessoas presas.

Atualmente, os dados da SAP apontam para a existência de oito casos confirmados de coronavírus no sistema prisional catarinense. São três presos e cinco servidores. Não há nenhum óbito registrado.

Procedimentos

A secretaria detalhou os procedimentos adotados quando há um caso confirmado de coronavírus. Inicialmente, o preso ingressa no sistema prisional e é posto em isolamento. “Isso evita que ele tenha contato com outros internos”, justifica a SAP. Atendendo às recomendações sanitárias, no oitavo dia de isolamento (para evitar falso negativo), o detento é submetido ao teste rápido para diagnóstico.

Caso o resultado seja positivo, dependendo das condições de saúde, ele pode ficar na unidade, ir para hospital ou até mesmo ir para prisão domiciliar – isso depende de avaliação da Justiça e não do Departamento de Administração Prisional.

Já o servidor, se manifestar sintoma, irá para isolamento domiciliar e, no oitavo dia, faz o teste. “Todas essas etapas tanto para o preso quanto para o servidor têm acompanhamento médico”, garante a secretaria.