Foto: Muriel Ricardo Albonico/DNIT/ESGA

Pelos próximos 30 anos, os 220 quilômetros da BR-101 entre Palhoça e São João do Sul serão administrados pelo Grupo CCR, que já administra outros trechos da mesma rodovia no Sul do país. A definição foi feita em São Paulo, na sede da Bovespa-B3, na manhã desta sexta-feira, 21. Este foi o primeiro leilão de privatização de rodovia do ano feito pelo governo federal.

O leilão aconteceu na forma de deságio pelo preço de pedágio. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estimou como tarifa máxima o valor de R$ 5,19 e venceria a empresa que tivesse o menor preço. Para vencer o certame, a CCR ofertou o valor de R$ 1,97, o que representa cerca de 61% mais barato que a tarifa máxima.

A Ecorodovias ofertou R$ 2,51 e o consórcio de empresa Way previu tarifa de R$ 4,35 por praça. O valor que será cobrado nas futuras praças de Laguna, Tubarão, Araranguá e São João do Sul será R$ 0,73 mais barato que o preço praticado em Palhoça (praça mais perto atualmente).

Ainda não há uma previsão para a construção e o começo da operação das praças. A concessionária deve investir R$ 7,37 bilhões, sendo que R$ 3,376 bilhões são para investimentos e melhorias, e o restante, R$ 3,99 bilhões, em conservação, operação e monitoramento do trecho.

O edital diz ainda que a concessionária deve fazer 70 quilômetros de vias marginais; 98,3 quilômetros de terceira faixa até o 25ª ano da concessão; 25 pontos de ônibus; e 18 passarelas. O documento prevê que 100% do trecho será monitorado por meio de câmeras, painéis de mensagem e sensores de tráfego.

É prevista a instalação de um centro de controle para apoio das equipes de atendimento médico de emergência, atendimento mecânico e para os demais incidentes na via. O serviço de auxílio ao usuário vai contar com quatro ambulâncias, duas UTIs móveis, três guinchos leves, dois guinchos pesados e dois caminhões pipa.