Foto: Cida Hoffmann

O boto flagrado arrastando uma corda no Molhes da Barra segue preso ao cordão, segundo registros divulgados nas redes sociais pela fotógrafa Cida Hoffmann. O caso está sendo monitorado por órgãos ambientais desde a última semana, quando o boto surgiu neste estado, para verificar a melhor forma de auxiliar o animal.

“Nosso boto Batman pede socorro. Está trabalhando sem parar com um anzol espetado na sua galha”, explicou Cida, ao falar das fotos publicadas em seu perfil pessoal. A reportagem do Portal Agora Laguna entrou em contato com os órgãos ambientais que informaram estarem monitorando o animal.

Para o capitão Fernando Magoga, comandante da Polícia Militar Ambiental (PMA) em Laguna, a situação é bem delicada, já que qualquer ato pode estressar o boto. “Não temos como capturar o boto para tirar o anzol por ser uma ação muito agressiva para o bicho, nem tem como sedá-lo”, comenta o oficial.

Uma saída a campo, comandada pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), da Udesc, deve ser realizada nesta sexta-feira, 10, contando, ainda,  com apoio de especialistas do Instituto do Meio Ambiente (IMA) catarinense e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICM-Bio).

A partir desta vistoria no Canal da Barra é que será definida a ação a ser tomada. “Vale ressaltar que isso não é um procedimento simples. Temos equipamentos na Apa da Baleia Franca que podem nos ajudar a fazer o corte deste cabo, mas preciso ter certeza que ele não está preso em algum outro lugar, saber qual a consequência de tirar e ver o que pode acontecer se ficar um pedaço. São decisões que vamos tomando e analisando com o tempo”, comenta o professor da Udesc, Pedro Castilho, coordenador do PMP-BS em Laguna.

Castilho frisa ainda que em análise corpórea é possível saber se o animal está incomodado com a presença do cabo, mas que ele não corre risco de vida o que permite que os órgãos tenham uma margem de tempo favorável para definir o que será feito.

“Há um veterinário acompanhado e cada vez mais precisamos de fotos, de registros, para podermos analisar e fazer uma intervenção segura, tanto para quem fizer [o procedimento] quanto para o animal. Temos que ter garantia que que está tudo certo, não podemos fazer de qualquer jeito”, pontua.