Mercado de Laguna aparece em documento da operação Hefesto, e nega compra de carne imprópria

Documento que vazou no sábado, 16, teve autenticidade verificada pelo Portal Agora Laguna junto à Polícia Civil. Segundo o delegado Antônio Neves, não há certeza que o mercado sabia da aquisição da carne irregular. Estabelecimento afirma que não fez a compra do produto.
Após abate, carne de equinos era misturada à bovina, moída e negociada. Foto: Divulgação/PC
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Um documento integrante do inquérito policial que investiga a venda de carne imprópria para consumo humano por estabelecimentos nas regiões de Laguna e Criciúma vazou na noite de sábado, 16, com o nome dos locais levantados na operação, denominada de Hefesto. A investigação é da Polícia Civil de Urussanga e Morro da Fumaça, com suporte do Ministério Público de Santa Catarina.

A partir de denúncias recebidas sobre um CTG em Morro da Fumaça, a polícia deflagrou uma operação em setembro, onde flagrou a produção de carne bovina misturada a carne de animais como cavalo, abatidos de forma irregular. O abate de equinos não é ilegal, mas deve ser feito com todas as precauções sanitárias necessária e estar devidamente regularizados.

Análises posteriores de documentos e mensagens trocadas via telefone apontaram que a carne imprópria foi negociada com estabelecimentos em Içara, Criciúma e Laguna. Até as últimas semanas, o processo corria em sigilo judicial com a denúncia já ofertada pelo MPSC junto à Justiça, em desfavor dos responsáveis pelo CTG.

O documento que vazou é um ofício assinado pelo delegado Antônio Márcio Campos Neves, da delegacia de Morro da Fumaça, endereçado à diretora de Vigilância Sanitária de Santa Catarina, Lucélia Scaramussa Ribas Kryckyj. Foram enviados à gestora documentos para “conhecimento e [que embasem] providências que entender cabíveis, sugerindo-se visitas nos locais listados”. Entre eles, está o supermercado Farol, localizado na Prainha de Santa Marta. O estabelecimento nega a compra da carne (veja contraponto adiante).

Neves conversou com a reportagem do Portal Agora Laguna, neste domingo, 17. Segundo ele, o processo corria em sigilo para evitar prejudicar os estabelecimentos. “O ofício consta no processo. Não há certeza que eles sabiam. Compraram do cara que misturava carne de cavalo na carne moída”, justifica o delegado.

Supermercado nega

Via mensagem, o Portal contatou o supermercado Farol citado nominalmente pelo documento. “A gente vai ver como vai proceder, mas não vamos dar muita margem para isso. Até porque, a gente não comprou isso; não procede, é mentira. Estamos bem tranquilos e todas as medidas cabíveis já foram tomadas”, informou o mercado. O estabelecimento também irá divulgar, ao longo deste domingo, uma nota de esclarecimento sobre o assunto.

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