Escola bilíngue pública de Laguna terá prédio próprio, anuncia secretária de Educação

Conforme o Ministério da Educação, apenas seis escolas do gênero serão implantadas no Brasil. A pasta é responsável por desembolsar o recurso e financiar a construção da unidade. Cerca de 120 estudantes são esperados.
Foto ilustrativa
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Laguna foi contemplada pelo Ministério da Educação (MEC) com a possibilidade de sediar uma escola bilíngue, unidade pública voltada ao atendimento de pessoas surdas ou com deficiência auditiva. Para implantá-la, a prefeitura deve aproveitar um terreno na entrada da cidade e construir um prédio próprio para fornecer o espaço adequado para os estudantes e equipe educacional. O decreto que oficializa a criação da instituição foi assinado pelo prefeito Samir Ahmad (PSL), nesta quinta-feira, 26.

A informação foi divulgada em entrevista da secretária Juliana Fagundes de Carvalho, à Rádio Difusora de Laguna. A ideia que a prefeitura estudava era instalar a escola bilíngue na estrutura do colégio Chiquinha Gomes, na comunidade de Bananal. Moradores se manifestaram contrários à possibilidade, já que havia o temor de que provocasse fechamento de unidades escolares na região do Distrito de Ribeirão Pequeno. Para aquelas localidades, está prevista a construção de um Centro de Educação Infantil.

“Até semana passada, o governo federal entendia que tínhamos de ter uma escola que se transformaria em escola bilíngue, essa era a exigência. Mas aí, tivemos uma outra colocação e nos autorizaram a construir uma escola nova. Já houve estudos de terrenos do municípios, o projeto de construção… a gente já sabe que a escola será em um prédio novo”, explica a gestora. A intenção é construir o prédio no bairro Portinho, em uma área de propriedade da prefeitura e a ideia é que a obra dure até um ano e meio, a partir de seu início. “Será a única escola do país que será nova, as demais são ampliações”.

A unidade bilíngue tem seu método de ensino baseado na utilização da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e terá atendimento regional, isto é, estudantes de municípios vizinhos poderão se matricular para usufruir do benefício. Ainda de acordo com a secretária, haverá a necessidade de contratação de professores, principalmente, considerando que o ensino requer o conhecimento de Libras. Além da implantação da escola bilíngue, será ofertado pelo MEC a formação de educadores para adaptação à linguagem inclusiva.

Conforme o Ministério da Educação, apenas seis escolas do gênero serão implantadas no Brasil. A pasta é responsável por desembolsar o recurso e financiar a construção da unidade. Cerca de 120 estudantes são esperados.

🔊 OUÇA: Entrevista de Juliana Fagundes, à Rádio Difusora