O Cidadania está presente no cenário político da cidade desde 2000, quando ainda se chamava PPS, elegendo naquela época a professora Hilda Bicca (1930-2019) como vice-prefeita. Após cinco anos desativado, retorna reformulado, com novo nome e diretoria executiva.

A sigla apresenta intenção de apresentar candidaturas ao Executivo e ao Legislativo. “Acreditamos que podemos fazer no mínimo três vereadores […] e um destes nomes será o de uma mulher”, prevê Renata Pinho Farias, presidente da legenda. O partido tem definido o nome do policial militar Evandro Farias como pré-candidato a prefeito.

A construção dos planejamentos da legenda iniciou no ano passado, mas em outra legenda: o PL. Com a remodelação desta sigla, os membros migraram para o Cidadania. “O relacionamento com o Partido Liberal foi breve; um namoro que não deu certo [com PL]”, define a presidente. Na entrevista ao Portal Agora Laguna (assista acima), Renata deu claros indícios de que o partido não terá coligação, apresentando chapa pura apenas com membros filiados à legenda.

Histórico do partido

O Cidadania surgiu em 1985 como a refundação do PCB e em 1993 se tornou PPS, nome que deixou de lado em 2019 para assumir a atual denominação. Em Laguna, o partido apareceu no cenário eleitoral em 2000.

Na primeira disputa, concorreu coligado ao PDT indicando Hilda Bicca como vice-prefeita na chapa de Adílcio Cadorin. A dupla venceu com 9.220 votos. No Legislativo, foram 534 votos totais (somando legenda), sem eleger vereadores.

Quatro anos depois, integrou a coligação de Célio Antônio (PT), que foi eleito com 14.761 votos, mas desta vez o partido não ofereceu candidato à majoritária. Para a Câmara, obteve 181. Em 2004, nenhum candidato foi eleito.

Já em 2008, o partido participou da chapa de Mauro Candemil (MDB), também sem indicar candidato ao Executivo. Candemil conquistou 12.055 votos. Apresentou apenas um candidato ao Legislativo: Sebastião Antônio da Silva, que arrematou apenas 16 votos. Outros quatro votos ganhos foram de legenda.

A última eleição do partido foi em 2012, sem integrar nenhuma coligação formal. O PPS, na época, lançou, de forma independente, apenas nomes para a Câmara e somou 242 votos totais. Não elegeu nenhum candidato.