O decreto da prefeitura de Laguna com a série de restrições sociais deve ser publicado até sexta-feira, 26. Uma reunião na tarde desta quarta-feira, 24, apresentou as medidas e colheu opiniões de representantes da sociedade civil e forças de segurança da cidade. O anúncio acontece quando o município contabiliza 40 casos confirmados.

Entre os pontos em discussão estão: o fechamento de praias, praças, pontos turísticos, além de restrições no funcionamento de estabelecimentos que podem gerar aglomeração de pessoas. As restrições são resposta às cenas frequentes de balneários lotados na cidade. No último domingo, Molhes e Mar Grosso ficaram lotados de pessoas.

As medidas em estudo (veja abaixo) são baseadas em um relatório entregue à Procuradoria Jurídica pela Vigilância Epidemiológica na terça-feira, 23. O decreto deve seguir a linha restritiva dos primeiros decretos de situação de emergência do governo estadual que impuseram a quarentena em Santa Catarina, nos primeiros dias da pandemia do novo coronavírus, em março.

“Não queremos prejudicar nenhum tipo de comércio, mas também não podemos continuar como está. Estamos em uma pandemia e não momento de lazer”, afirma o prefeito Mauro Candemil (MDB). Desde o início de junho, cada cidade pode decretar medidas mais restritivas em seu território ou seguir entendimentos regionais.

Laguna optou por aguardar a reunião de quinta-feira, 25, entre todos os prefeitos da região da Amurel antes de divulgar o decreto, assim como fez em outras ocasiões, como na volta do transporte coletivo. Segundo a prefeitura, serão estabelecidos perímetros sanitários, obstáculos físicos e programação de fiscalização juntamente com as autoridades competentes.

Medidas que devem ser anunciadas

  • Fechamento total do acesso a  praias, praças e demais pontos turísticos nos finais de semana e restrições em dias de semana.
  • Liberação do funcionamento de bares, lanchonetes e restaurantes, com restrição de dias e horários, bem como com limitação de consumidores.
  • Liberação do funcionamento de mercados e supermercados, com número ainda mais reduzido de clientes (um consumidor a cada 16 metros) e limite máximo de funcionamento até às 22h.
  • Liberação do funcionamento de salões de beleza e atividades afins, com limitação ainda maior no número de pessoas, sendo autorizado somente com horário marcado e respeitando o intervalo de 15 minutos entre um cliente e outro para higienização do local.
  • Liberação de locais de atividades físicas (academias e afins), com número reduzido (uma pessoa a cada 25 metros quadrados), com horários agendados e com intervalo de 15 minutos entre um cliente e outro para higienização do local.
  • As atividades esportivas amadoras devem ser proibidas. Recentemente, o governo do Estado liberou atividade esportiva profissional, pois os clubes, agremiações ou outras classes, podem garantir através de seus respectivos departamentos médicos, testagem e controle dos atletas ligados diretamente a estes, o que não ocorreria na prática amadora.
  • O transporte via balsa não pode ser fechado, pois é o meio de deslocamento de moradores da região da ilha ao município. A operação deverá ser organizada com mais restrições.
  • Eventos e shows musicais estão proibidos (mesmo quando for um único músico). O documento diz que a proibição é necessária já que isso é um “mecanismo para atrair público para o estabelecimento e consequentemente, aglomeração de pessoas”.