Foto: Luís Claudio Abreu/Agora Laguna

Como já era previsto, o governador Carlos Moisés (PSL) assinou novo decreto de isolamento social em Santa Catarina postergando por tempo indeterminado a suspensão de atividades que provoquem aglomeração de pessoas.

O documento atinge a circulação de transporte coletivo municipal, intermunicipal, interestadual ou internacional, aulas presenciais, eventos com aglomeração de público, cinemas, teatros, casas noturnas e o calendário esportivo também continuam suspensos, sem data para retorno. As regras foram publicadas durante a noite de quinta-feira, 30, no Diário Oficial do Estado (DOE).

No início da semana, em coletiva, Moisés informou que não havia segurança epidemiológica que garantisse cenário favorável para o retorno dessas atividades, principalmente o transporte. Todavia, o governador aproveitou a coletiva desta quinta para comemoras os índices que o isolamento social em Santa Catarina vem alcançando.

“Tivemos um resultado muito positivo. Poderíamos estar com centenas de mortes, caso nada fosse feito. Houve o achatamento da curva, ao contrário do que afirmam algumas autoridades. Nosso estado adotou as medidas no momento correto, mas não podemos relaxar”, disse o governador.

Volta gradual do Estado

Ao longo desta semana, o governo anunciou gradativamente o retorno de serviços como Sine e a expedição de identidades pelo IGP. Nesta quinta, o Estado publicou normativas para garantir o retorno progressivo das repartições administrativas que tiveram suas atividades suspensas.

Entre as principais orientações está a fixação de um limite de 50% da capacidade das repartições. Os gestores locais vão ter autonomia para regular o retorno de seus servidores.

A portaria que detalha o retorno gradual dos servidores pode ser conferida neste link e ela já se encontra publicada no DOE.

Exoneração de secretário

Horas após ter participado da coletiva de imprensa do governo, o secretário Helton de Souza Zeferino, titular da Saúde, pediu exoneração do cargo. A informação foi divulgada perto das 23h pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) do Estado.

Em nota, o governo agradeceu Zeferino pelos serviços prestados em prol das políticas públicas de saúde no estado e reconheceu conquistas e avanços da pasta sob o seu comando.

O ex-gestor entrou o cargo em meio à pandemia e à uma polêmica revelada pelo site The Intercept Brasil, que publicou reportagem denunciando que o Estado pagou R$ 33 milhões de reais por 200 respiradores (veja aqui), ainda não entregues, e que seriam comprados de uma empresa de fachada.

Zeferino chegou a ter um pedido de afastamento solicitado pela Assembleia Legislativa (Alesc), que instaurou Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar os fatos denunciados pelo portal. Essa foi a segunda polêmica gerada na Saúde durante a pandemia, a primeira foi a compra do Hospital de Campanha de Itajaí, cuja licitação foi aberta e suspensa pelo governo após várias críticas, incluindo da vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido).

O substituto para Helton Zeferino deve ser anunciado nos próximos dias, conforme a nota do governo.

Helton Zeferino participou de coletiva e horas depois saiu do cargo – Divulgação