Hélio Dagnoni, sobre turistas argentinos: ‘Descobriram novos pontos de turismo’

Segundo a pesquisa da entidade, os argentinos seguem como o principal público internacional em Santa Catarina, representando 81% dos turistas estrangeiros. Uruguaios, paraguaios, chilenos e europeus aparecem na sequência.

A desvalorização do peso argentino frente ao dólar fez com que muitos turistas da Argentina viessem para o litoral catarinense em busca de novos locais para aproveitar o verão. A surpresa é que eles mudaram as rotas e estão preferindo viver as belezas de Laguna, Imbituba e também São Francisco do Sul.

Levantamento recente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) de Santa Catarina apontou que, nas duas primeiras semanas de janeiro, a participação de turistas argentinos em Laguna saltou de 7% em 2025 para 20% em 2026. O aumento proporcional é de aproximadamente 185,7%, um dos maiores registrados no estado no período analisado. Em Imbituba, o avanço também foi significativo: a presença dos argentinos saltou de 9% para 19%, alta de 111,1%.

O resultado chama atenção em um cenário de retração. No mesmo intervalo, Santa Catarina teve redução de 13% na presença de turistas argentinos em comparação ao verão anterior. Em Florianópolis, a queda foi ainda mais significativa, com a participação dos argentinos entre os visitantes estrangeiros passando de 39% para 24%.

Durante passagem por Laguna na terça-feira, 3, o presidente da Fecomércio, Hélio Dagnoni, comentou os dados. “Houve uma desvalorização do peso perante o dólar e o pessoal vem para cá sempre; vem para Florianópolis, Balneário Camboriú, mas eles estão querendo descobrir também novos pontos de turismo e acharam em Imbituba, Laguna, também na cidade de São Francisco do Sul”, disse.

Segundo a pesquisa da entidade, os argentinos seguem como o principal público internacional em Santa Catarina, representando 81% dos turistas estrangeiros. Uruguaios, paraguaios, chilenos e europeus aparecem na sequência.

“Diminuiu em Florianópolis, Balneário Camboriú, mas aumentou aqui, em Imbituba, São Francisco do Sul, Piçarras, Penha. É a vez dos pequenos, talvez pelo preço ser mais acessível e de eles também não enfrentarem tanto problema de trânsito como nas cidades grandes. Todo turista quer o quê? Bom atendimento e conforto”, pontua Dagnoni.