A morte de um jovem motociclista, aos 18 anos, gerou comoção na região de Pescaria Brava. Marcelo Torres da Silva Filho foi sepultado na tarde desta quarta-feira, 28, em Capivari de Baixo. A Polícia Militar (PM) abriu uma investigação.
O óbito foi confirmado na noite de terça-feira, 27, após o jovem ter ficado internado na UTI de um hospital em Tubarão em estado grave de saúde.
Na noite de segunda-feira, 26, houve uma perseguição iniciada em Santiago, em Pescaria Brava, pela PM, após os condutores desobedecerem ordem de parada. Ambas as motos foram apreendidas momentos mais tarde em uma oficina em Capivari de Baixo – uma delas, a que era conduzida por Marcelo Silva Filho, tinha indícios de problemas mecânicos. O outro motociclista foi autuado por desobediência e assinou termino circunstanciado para responder junto ao Poder Judiciário.
Na fuga, o jovem se envolveu em um acidente nas proximidades da empresa FAM (apenas referência), em Capivari de Baixo, chegou a ser socorrido e levado em estado grave para um hospital em Tubarão, mas não resistiu e veio a óbito na noite de terça-feira, 27. Após a confirmação da morte, a família passou a divulgar em redes sociais e grupos de aplicativo de mensagem a versão que atribuiu à polícia a culpa.
Procurado pelo Portal Agora Laguna, o comandante Eduardo Caetano do Amaral, da Polícia Militar de Laguna, informou que o caso será investigado por um inquérito policial aberto pela corporação e também é alvo de investigação instaurada pela Polícia Civil. A guarnição policial de Pescaria Brava é vinculada ao Batalhão de Laguna, mas as apurações serão realizadas pelo Comando Regional da PM, em Tubarão.
“Esse inquérito foi aberto pelo Comando Regional até como forma de ser mais isento na apuração dos fatos, que também estão sendo apurados pela Polícia Civil. Não podemos dar mais esclarecimentos para não atrapalhar as investigações”, explicou o oficial. “A investigação será feita com a devida isenção e legalidade que têm que ser tomados”.
O inquérito irá apurar os fatos e determinar eventuais responsabilidades. O documento tem 30 dias para ficar pronto, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Após a conclusão, o inquérito será remetido à Justiça e ao Ministério Público. Familiares, policiais e testemunhas envolvidas serão ouvidas e provas, incluindo gravações de câmeras de segurança, serão analisadas pelas duas investigações.
“São órgãos independentes que vão analisar os fatos. A gente pede que as pessoas evitem tomar alguma conclusão ou assumir alguma culpa, evitando julgamento precipitado”, pede o comandante. A família foi procurada pelo Agora Laguna e o espaço permanece aberto.