Editorial: Estado deveria doar prédio do antigo Sine para Laguna

"Dar uma destinação ao imóvel da esquina da Rio Branco o quanto antes é necessário, até mesmo para evitar que se torne abrigo de pessoas em situação de rua, como já aconteceu com outros prédios públicos em situação igual. Com uma prefeitura instalada em imóveis alugados, ter uma casa que pudesse abrigar serviços ou extensões destes, não é uma má ideia. Basta ter força de vontade"
Arte/AL

Sem uso desde 2022, o prédio do antigo Sine, na rua Barão do Rio Branco, aguarda por um destino após o leilão de agosto ter sido suspenso pela Justiça – a lei proíbe a venda de prédios históricos que pertencem ao patrimônio público. O imóvel, que tem mais de cem anos, já serviu de sede para vários órgãos de utilidade pública, como agência postal e telegráfica até a intermediação entre empregador e candidato a vaga de emprego.

Está bem localizado em uma das principais ruas do Centro, tem um bom espaço para ser aproveitado, só precisa de reforma e de manutenção, algo tão difícil para os entes públicos fazerem – se tivessem feito, o prédio não teria sido deixado de lado.

O Estado tem um problema nas mãos, mas ao mesmo tempo tem uma solução: não pode vender o imóvel, porém pode repassá-lo à prefeitura. Pode ser considerada uma permuta, uma vez que o Município foi autorizado a ceder sem custos as salas comerciais da antiga lanchonete da rodoviária. Seria até uma troca justa.

Embora para usar o velho Sine a prefeitura teria de desembolsar recursos para reforma, não deve ser difícil conseguir com o próprio governo estadual – no fim de dezembro, portaria liberou R$ 2 milhões para a compra da sede do velho Inco, que deve virar a casa da academia de letras local.

Dar uma destinação ao imóvel da esquina da Rio Branco o quanto antes é necessário, até mesmo para evitar que se torne abrigo de pessoas em situação de rua, como já aconteceu com outros prédios públicos em situação igual. Com uma prefeitura instalada em imóveis alugados, ter uma casa que pudesse abrigar serviços ou extensões destes, não é uma má ideia. Basta ter força de vontade.

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