‘Acredito que o caso vai tomar um rumo diverso’, diz advogado de família de motociclista morto

Advogado diz que já tiveram acesso a imagens de câmeras de segurança e que visitaram pontos próximos ao local do acidente. "Tudo leva a crer que aquela pessoa, que era a principal suspeita, não tem nada a ver com a situação". O criminalista, porém, não menciona nomes de possíveis suspeitos a que se refere.
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O advogado criminalista Manoel Mendes, contratado pela família do jovem Marcelo da Silva Filho, morto aos 18 anos em um acidente de trânsito, comentou o assunto em uma série de vídeos publicados em uma rede social nesta quinta-feira, 29. Desde ontem, 28, o caso está sob investigação da Polícia Militar e da Polícia Civil após familiares divulgarem uma versão que atribui a policiais militares a culpa pela morte do motociclista.

Mendes comentou que durante diligências com o pai do jovem, acabou por coincidentemente encontrar a Polícia Civil em um dos locais em que ambos foram em busca de provas do ocorrido.

“Deixo um aviso a todos: quando a família chegou aqui no escritório, estavam com os nervos à flor da pele porque perderam um ente querido; no entanto, nós precisamos, antes de culpar alguém, ter provas. É necessário que seja feita uma investigação, não podemos fazer justiça com as próprias mãos, e, com base no que foi apresentado hoje a mim e ao pai da vítima, a pessoa que nós imaginávamos ser o autor ou que tivesse provocado o acidente que resultou na morte, acredito que não é. Acredito que o caso vai tomar um rumo diverso. Por isso eu digo: nunca acuse alguém sem provas”, disse o criminalista.

Em outro ponto, o advogado diz que já tiveram acesso a imagens de câmeras de segurança e que visitaram pontos próximos ao local do acidente. A perseguição policial começou em Santiago, em Pescaria Brava, e a morte foi registrada em Capivari de Baixo, nas proximidades da empresa FAM (apenas referência). “Tudo leva a crer que aquela pessoa, que era a principal suspeita, não tem nada a ver com a situação”. O criminalista, porém, não menciona nomes de possíveis suspeitos a que se refere.

O que diz o policial

Após a publicação do vídeo do advogado, o policial que estava de serviço no dia da ocorrência se manifestou. “Estou há três dias sendo acusado de um crime que não cometi. Fui chamado de criminoso, assassino e alvo de ofensas covardes, inclusive contra minha profissão, tudo isso sem qualquer prova. Fui julgado e condenado nas redes sociais de forma irresponsável. Minha família sofreu junto: meus pais, meu irmão, minha esposa e minhas filhas. Nenhuma acusação atinge só uma pessoa, ela machuca todos ao redor”, escreveu Bruno Patrício.

O militar ainda menciona: “Diante disso, todas as acusações falsas e ofensivas feitas publicamente serão tratadas na Justiça, como devem ser. Liberdade de expressão não é licença para calúnia, difamação ou mentira. E é justamente nos momentos difíceis que a gente aprende, de verdade, quem são os amigos de verdade que estiveram ao meu lado”.

Inquérito

A Polícia Civil abriu uma investigação e a Polícia Militar instaurou um inquérito interno. Ambos os procedimentos correm de forma independente, por mais que tratem do mesmo assunto. Segundo a PM, o objetivo é apurar o que ocorreu e identificar responsabilidades. Os prazos são de 30 dias, podendo haver prorrogação se necessário.

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