Editorial: Erros de 2025 servem de lição

"A cidade precisa encarar os erros com criticidade e buscar neles meios de evoluir. Sair da tela da invenção virtual e encarar com firmeza a dura realidade, de uma iluminação pública capenga, licitações às vésperas de encerrar contratos e outros problemas que não começaram em 2025, mas que a falta de pulso firme fizeram com que se repetissem."
Arte/AL

Ao findar nos próximos dias, 2025 levará consigo momentos que não deixarão lembranças, mas servirão de lição para os próximos passos e até mesmo próximos anos das administrações públicas.

Laguna, como cidade histórica, é sempre a vitrine, pela tradição, pela cultura, mas deixou escapar esse posto para ser palco de episódios lamentáveis na cena política. Uma sucessão de acontecimentos que tornaram até mesmo complicada a tarefa de acompanhá-los em todos os níveis e esferas do poder possíveis.

De discussão entre vereadores a briga de prefeito e deputado, abertura de investigações parlamentares uma atrás da outra, trocas no secretariado antes da metade do mandato. A retrospectiva política não tem sido favorável.

O episódio mais recente foi a rasteira recebida de Imbituba, que demonstrou articulação política e conseguiu tirar parte das terras de Itapirubá e Boa Vista dos domínios de Laguna.

Não por menos, as administrações que geriram a cidade nas últimas décadas têm culpa nesse processo pelo esquecimento das comunidades mais afastadas.

A cidade precisa encarar os erros com criticidade e buscar neles meios de evoluir. Sair da tela da invenção virtual e encarar com firmeza a dura realidade, de uma iluminação pública capenga, licitações às vésperas de encerrar contratos e outros problemas que não começaram em 2025, mas que a falta de pulso firme fizeram com que se repetissem.

O lagunense ainda espera que a vida melhore. Quem sabe em 2026.