Editorial: Laguna vende turismo sem fazer o básico

"Governar vai muito além do mundo paralelo das redes sociais; o gestor precisa ter pulso firme, coragem e energia para agir e determinar uma tomada de atitude que começa pela zeladoria. O mato cortado, o poste iluminado e o cidadão contente. Depois, pode viajar."
Arte/AL

O prefeito Peterson Crippa voltou a viajar nas últimas duas semanas para as cidades de Gramado – aqui acompanhado da secretária de Turismo, Bárbara Andreadis – e João Pessoa. Em quatorze dias esteve no Rio Grande do Sul e na Paraíba em eventos com a intenção de trazer para Laguna não apenas investimentos, mas que tiveram também o objetivo de divulgar a cidade. No jargão popular, “vender o peixe”.

É um contrassenso. Panfletar e propagandear os atrativos turísticos, gastronômicos e econômicos do município faz parte do papel do governo; assim como também, a obrigação de assegurar que a casa está em ordem.

Parece clichê – e até é. Só que Laguna se acostumou a repetir a cena triste de uma iluminação pública defasada e ruas com matos a perder de vista. A coleta de lixo, que foi o grande problema de dezembro passado, ao menos até o próximo mês de dezembro, está garantida.

Como pode a prefeitura pensar em divulgar turismo quando um dos principais pontos, o Farol e a comunidade de seu entorno, reclama de luzes apagadas. O mesmo vem da Praia do Sol que ainda aguarda ansiosa pela conclusão do asfalto prometido para dezembro. Sem falar em Itapirubá, cuja comunidade não sabe se é Laguna ou se é Imbituba.

Soa repetitivo, mas a realidade é dura e precisa ser encarada. Governar vai muito além do mundo paralelo das redes sociais; o gestor precisa ter pulso firme, coragem e energia para agir e determinar uma tomada de atitude que começa pela zeladoria. O mato cortado, o poste iluminado e o cidadão contente. Depois, pode viajar.