O prefeito de Laguna Peterson Crippa (Republicanos) usou as redes sociais para se posicionar a respeito de cobranças da empresa Qualidade Mineração, que tem o valor de cerca de R$ 800 mil pendentes.
O vídeo foi gravado em uma sala de reunião da prefeitura com claras referências à charge veiculada na edição impressa do Agora Laguna nesta semana.
Conforme informação repassada pelo diretor comercial da empresa Marcelo Ignácio, os valores são referentes a solicitações feitas desde 2024, como o pagamento do aditivo da drenagem (R$ 24,4 mil), reajuste contratual de R$ 186,2 mil, uma medição de pouco mais de R$ 500 mil e outros valores.
Crippa rebateu e apontou que a pendência não é de responsabilidade da prefeitura, mas da Caixa Econômica Federal (CEF). Disse ainda que um dos aditivos sobre remoção de postes não foi concedido porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) orientou não fazê-lo por não estar previsto em contrato.
O prefeito ainda mencionou que não poderá pagar R$ 80 mil referentes à remoção e manejo de pés de butiá – ele diz que “mais da metade já morreram” – por não fazer parte do contrato.
“Os R$ 24,5 mil são do ano passado. Esses dois aditivos [incluindo o de R$ 80 mil] foram [protocolados] no dia 27 de dezembro de 2024, quatro dias antes de eu assumir. Não posso pagar esses 24,5 mil por ser aditivo da drenagem e tecnicamente, o que está aqui, 100% não está conforme as regras do Deinfra. Não posso pagar o que não está na técnica”, explicou.
Quanto ao valor de R$ 186 mil, Crippa disse que será pago, mas antes passará por análise para saber se está dentro da realidade. “Está certo porque o contrato é de 2023 e a gente pode e deve pagar o reajuste. Esse pedido veio dia 20 de outubro, doze dias atrás e está dentro do prazo protocolar para analisarmos. Talvez seja menos ou pode ser até mais”.
O valor maior cobrado pela empresa, referente a uma medição de R$ 500 mil, também foi comentado pelo prefeito. “A CEF foi quem glosou e cortou 410 mil desses 500 mil. Esses 410 mil foram cobrados de obras que não foram terminadas, e a caixa não paga. A lei não permite pagar o que não está em funcionamento e só vão liberar quando terminar a obra”, disse. O prefeito citou documento em que diz que a pavimentação poderia ter seguido, mesmo sem a realocação dos postes.
Na internet, disse ainda que foi sinalizada “uma reunião com a empresa para resolver os pontos e garantir que a obra finalize dentro da legalidade”.