Alunos que fizeram a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no domingo passado, 9, temem que a continuidade da aplicação do exame seja com os mesmos problemas. A prova foi concentrada na escola Saul Ulysséa, de Cabeçuda, uma das maiores em estrutura na cidade, mas que não comportou a quantidade de estudantes.
Sem se identificar, estudantes falaram ao Agora Laguna. “Nós fomos levados a um auditório e lá tivemos que fazer a prova no chão. Não tinha mesa e cadeiras suficientes, uma sala estava com goteiras, sem falar nos banheiros que estavam sujos e com filas. Alguns ficaram mais de meia hora esperando para poder usar”, revela.
A aplicação do Enem é organizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação, do governo federal. Foi a primeira vez que o colégio de Cabeçuda recebeu a prova. Nos últimos anos, foram usados os espaços das escolas Almirante Lamego, no Centro, e Comendador Rocha, no Progresso, por exemplo.
Os estudantes dizem que registraram reclamações sobre os problemas no portal do Inep, mas sem resposta até o momento.
Outro lado
Em entrevista ao jornal Folha Regional, a coordenadora regional de Educação (CRE) de Laguna, Eloíse Machado de Souza Alano, reforçou que a escola apenas foi cedida à empresa responsável pela aplicação e que, segundo a direção, foram mais de 800 candidatos no local. “A escola não comporta essa quantidade de pessoas. A CRE de Laguna apenas emprestou o espaço, não temos responsabilidade pela aplicação do exame. Vamos solicitar providências”, disse.
O Inep não retornou os contatos do Agora Laguna. O espaço permanece aberto.