Ao som de um forró, que o acompanha desde a década de 1990, ele abre o musical da tarde da Rádio Difusora de segunda a sexta. Aos 66 anos (faz 67 no próximo dia 3), Walmir Luiz Justino já havia decidido que iria parar de falar ao microfone, mas há três anos voltou.
Para ele, estar no rádio é praticamente um destino de família. O pai, Nerino, foi técnico da Garibaldi; e os irmãos Vânio (falecido em 2021) e Vanderlei, foram locutores. Entre momentos no ar e fora dele, o comunicador se orgulha de ser o “mais antigo” entre os atuais. Ingressou no meio em 1971, quando começou como operador na Garibaldi.
“Entrevistei até o Tim Maia, só não gostava de entrevistar políticos”, afirma.
Walmir já fez de tudo um pouco: apresentador de musical, locutor noticiarista, narrador e comentarista esportivo e até repórter policial. “O rádio é bom e fazer rádio é melhor ainda”, afirma.
Além do rádio, Walmir se dedica a duas outras paixões: o Flamengo-RJ, time do coração e pelo qual torce fervorosamente, e à família, de quem não abre mão de ter sempre por perto, principalmente o filho Fabiano, 44 anos, a neta Laura, 8 (filha do caçula Leonardo Justino, falecido em 2021), e Maria da Glória, que recebeu a foto que abre a matéria com dedicatória do então namorado em 1976. Há ainda uma terceira alegria que ganha espaço durante o mês de fevereiro, o Carnaval, quando se junta à Os Democratas.
“Não quero mais parar”, pontua o comunicador.