Ao menos dois pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) apareceram mortos neste final de semana, na região da praia do Gi, em Laguna.
Esta época do ano marca o período migratório da espécie, quando eles deixam as colônias reprodutivas na Patagônia argentina para seguir cardumes em correntes de água fria até a costa brasileira. Muitos desses animais não sobrevivem a esse processo que tende a seguir até outubro.
Há diversas causas levantadas para a morte dos pinguins no percurso, cuja maioria é juvenil ou de primeira viagem. Com isso, eles têm dificuldade em conseguir alimentação e perdem energia. Além disso, enfrentam grandes tempestades ou ficam presos em redes de pesca.
Em casos como esses, o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BS) deve ser acionado. O órgão é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no polo pré-sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.
O PMP funciona com intenção de analisar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. Caso encontre algum animal marinho vivo ou morto, entre em contato com o projeto pelo telefone 0800-642-3341.