Ossos de baleia encalhada serão incorporados à coleção de laboratório universitário de Laguna

Fato também proporcionou uma experiência de "laboratório a céu aberto" para estudantes do curso de Ciências Biológicas, que atuaram diretamente nos procedimentos, enfrentando condições como maré alta, solo instável, alterações climáticas e esforço físico.
Foto: Laboratório de Zoologia Udesc/Divulgação

Os ossos removidos da baleia-cachalote que encalhou no começo do mês, em Itapirubá, serão incorporados à Coleção Científica Alfredo Ximenes, do Laboratório de Zoologia (LabZoo), vinculado ao Centro de Educação Superior da Região Sul (Ceres) da Udesc em Laguna.

O animal tinha 15 metros de comprimento e pesava mais de 20 toneladas. A operação de desencarne foi um trabalho considerado complexo e intenso, por envolver diferentes instituições e profissionais da área ambiental e da saúde animal.

O fato também proporcionou uma experiência de “laboratório a céu aberto” para estudantes do curso de Ciências Biológicas, que atuaram diretamente nos procedimentos, enfrentando condições como maré alta, solo instável, alterações climáticas e esforço físico.

“Essas experiências fora da sala de aula aproximam os alunos da realidade do campo e da complexidade das ações de conservação. É exatamente esse tipo de vivência que transforma o olhar científico e ético dos futuros biólogos”, diz o professor da Udesc, Pedro Castilho.

A baleia que encalhou é uma espécie cosmopolita, presente em todos os oceanos, mas raramente é avistado próximo à costa, já que habita ambientes profundos. Segundo o LabZoo, “eventos como este são excepcionais — especialmente pelas dimensões do animal e pelos desafios logísticos de seu manejo”.