A menos de uma semana da eleição que definirá a nova Mesa Diretora da Câmara de Pescaria Brava, a vereadora Rosilene Faísca (Republicanos), a Léia, não vê a hora de chegar a sessão preparatória convocada para 18h, de segunda-feira, 14, e pôr fim à uma polêmica que ronda o Legislativo desde o acender das luzes de 2025.
Reeleita para um segundo período como presidente da Câmara, ela foi acionada judicialmente pelo Ministério Público (MP), que apontou divergências no regimento interno do Legislativo, usado como base para a eleição da Mesa em 1º de janeiro. O órgão ministerial conseguiu que a Justiça de Laguna anulasse o resultado do pleito e determinasse uma nova votação.
Na segunda-feira, 7, pela primeira vez desde que tudo isso veio à tona, a vereadora recebeu uma equipe de reportagem e falou abertamente sobre o assunto ao longo de pouco mais de 15 minutos. Quebrando expectativas, ao contrário do que muitos esperavam, Léia se mostrou bastante tranquila e não deixou de responder nenhum questionamento. Assista acima a entrevista na íntegra.
“Estou com minha consciência limpa, leve, porque eu não fiz nada de errado. Eu só queria continuar com o meu trabalho, como tu sabe”, afirmou ao ser perguntada sobre a versão dos fatos, de acordo com sua visão.
Rosilene Faísca recordou que foi procurada pelo vereador José Carlos Pereira, o Toia (PL), que lhe solicitou uma cópia do regimento interno para estudos – diferente de Léia, que está no terceiro mandato, ele está no primeiro, e queria se inteirar das normativas. O parlamentar foi quem primeiro percebeu que o regimento dizia que a reeleição para a Mesa era proibida e provocou o Ministério Público.
A partir daí, a presidente lembra que a assessora jurídica da Casa afirmou que havia sido publicada uma versão equivocada e que determinou a correção dos erros, mas era tarde. Para o MP, mesmo que o regimento permitisse, havia um outro problema. A Lei Orgânica também trazia a restrição e, legalmente, esta lei está acima de qualquer regramento local.
A eleição seria dia 21, mas a vereadora, por iniciativa própria, antecipou a discussão. Agora, prestes a deixar a função máxima do Legislativo, ela quer apenas cuidar da saúde e focar no mandato como legisladora. Para tanto, apesar de poder participar de uma chapa em alguma outra função (secretária, por exemplo), afirma não querer, mas sem dizer nunca: “Quem sabe até 2028 eu não estou aqui [de novo] sentada nessa cadeira?”, respondeu sobre uma possível candidatura para o biênio 2027/2028.
A eleição da Câmara de Vereadores ocorrerá na próxima segunda-feira, 14, e até o momento, não há confirmação sobre possíveis candidaturas.