Contar a história de uma instituição que chega aos cem anos não é uma tarefa fácil, ainda mais quando se trata de uma escola, cuja quantidade de alunos supera as centenas e beira as dezenas de milhares.
No tempo em que a educação ainda se dividia em colégios de meninos e meninas, a escola de Cabeçuda começou em 6 de abril, cinco dias após ter sido autorizada a funcionar pelo governo estadual, sendo uma unidade mista, isto é, podendo receber ambos os estudantes.
O começo foi em uma das salas da casa de Antônio Paulo da Silva, negociante local e benfeitor que cedeu as instalações para que a unidade pudesse funcionar. A primeira professora nomeada para atuar na escola foi a então complementarista Lucinda Fortes.
A inauguração do colégio foi acompanhada pelo major João Guimarães Cabral (PRC), então superintendente municipal (prefeito), pelo chefe escolar (secretário) João Régis e por Antônio Paulo da Silva, além de outros membros da comunidade, que telegrafaram ao então governador Antônio Pereira da Silva e Oliveira em gratidão pela criação da escola.
“Reinou grande contentamento entre a população daquele lugar por esse benefício”, narrou o antigo jornal A Cidade. A escola começou com 52 estudantes.
Na década de 1960, o colégio passou a ser denominado como Grupo Escolar Saul Ulysséa, em substituição às nomenclaturas de Escola Desdobrada ou Escolas Reunidas de Cabeçuda. Em 2 de março de 1971, decreto estadual autoriza o funcionamento regular das quatro primeiras séries fundamentais de ensino e em 1980, foi autorizada a oferta das turmas de quinto a oitavo ano, do antigo primeiro grau.
Em maio de 1980, a unidade é transformada em Escola Básica Saul Ulysséa e em 2000, o nome é alterado para a denominação de Escola de Educação Básica, com base em dispositivo da Lei de Diretrizes Básicas da Educação, sancionada em 1996, em âmbito nacional.
Em 2006, a escola foi contemplada com a reforma e ampliação da antiga sede, inaugurada festivamente em 24 de março de 2008, com a presença do então governador catarinense Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Uma segunda obra de reforma e ampliação foi iniciada em 2015, onde o colégio ganhou novas salas de aula e também uma quadra coberta.
Já no ano de 2012, a unidade passou a ofertar o turno do ensino médio inovador e mais recentemente, em 2021, aderiu ao projeto do Novo Ensino Médio (NEM), adotado pelo Ministério da Educação em todo o país.
Esta matéria fez parte da edição impressa comemorativa aos cem anos da escola Saul Ulysséa, publicado no Jornal Agora Laguna.
