Em apenas um mês, Agora Laguna noticiou por várias oportunidades os problemas relacionados à balsa, desde encalhes a dificuldades de operação. A situação não é nova, afinal desde o século 19 existem registros de críticas ao transporte aquaviário; ora por atrasos, ora por ineficiência. Todavia, isso tem sido casa vez mais frequente. Um transtorno recorrente que atrasa a vida de quem precisa atravessar para chegar à ilha ou quer vir de lá para a cidade.
Maré baixa e ventos são as justificativas citadas quando a balsa deixa de operar. Assim como esses problemas, os eventos climáticos também têm crescido. A insatisfação eleva no mesmo grau. Há mais de 50 anos, a comunidade aguarda por uma ação enérgica. Cansada de promessas, de projetos milionários e fracas estacas de bambu, quem precisa da travessia não sabe a quem recorrer.
Há quatro anos, um novo projeto foi elaborado e anunciado como a solução para a reclamação centenária. Acabou engavetado sob a justificativa de que era inexequível. Mais de R$ 2 milhões estão a empoeirar no fundo de arquivos estaduais. Como dizem os marinhos, à deriva. Existe um desejo de retirá-lo de para uma atualização, uma correção capaz de adequar a estrutura à realidade.
É uma necessidade urgente. O astronômico valor custeado para a obra assusta, mas a realidade de uma comunidade não pode ficar à mercê do receio de investir, afinal, ela paga por isso e quer a restituição do pagamento em obras úteis, não em benefícios inúteis. Passou da hora de agir.