Não há valores devidos à prefeitura, rebate direção do hospital na Câmara

Ao longo de quase uma hora, a presidente também rebateu afirmações de falta de transparência e de que a entidade não é uma instituição privada por receber recursos públicos.
Foto: Luís Claudio Abreu/Agora Laguna

Em pronunciamento na Câmara de Vereadores de Laguna, a direção do Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos rebateu as afirmações que a entidade possui valores de repasses financeiros a serem devolvidos à prefeitura municipal. A entidade garante que não há recursos pendentes de estorno para o governo. A participação da presidente Tatiana Mansur Blosfeld ocorreu durante sessão desta segunda-feira, 17.

A resposta veio em relação à uma fala do prefeito Samir Ahmad (sem partido), em entrevista no rádio, no fim do mês passado. “O hospital de Laguna está inclusive fazendo uma devolução para o município, porque foi pago até a mais do que nós poderíamos pagar pelo convênio que temos assinado”, disse o político, que justificou: “Nós pagávamos anestesista e eles estão com o Centro Cirúrgico fechado. Então o município não deve nada para o hospital fora a boataria que existe”.

Segundo a presidente da entidade, a lei determina que o profissional anestesista é exigido, independente do funcionamento do Centro Cirúrgico. “No mês de março o hospital perdeu a equipe de anestesia que atuava, devido aos problemas do ano passado e aos atrasos de repasse que vem ocorrendo nos recursos do município, onde parte dele é destinado exclusivamente para o pagamento desse profissional”, citou Tatiana. O hospital informou que, tão logo foi recebido o recurso em abril, a direção abriu protocolo de devolução. “Não tendo nenhum valor devido por parte do hospital para a prefeitura”.

A instituição centenária ainda apontou, com planilhas e dados, que tem ocorrido atrasos de repasses que variam de cinco a 22 dias, por parte do governo municipal.

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O pronunciamento também serviu para expor uma situação preocupante: o hospital ainda não teve assinada a declaração de funcionamento referente ao período de 2019, quando a entidade ficou temporariamente sem convênios por falta de Certidão Negativa de Débito (CND) – processo que culminou na quase paralisação total das atividades naquele ano. A direção da entidade ainda destacou que não recebeu a assinatura da isenção do Imposto Sobre Serviços.

Ao longo de quase uma hora, a presidente também rebateu as afirmações feitas pelo secretário Alcenê dos Santos, interino da Saúde e titular da Administração, quanto à falta de transparência e de que a entidade não é uma instituição privada por receber recursos públicos.

Contraponto

Agora Laguna fez contato com a prefeitura de Laguna e aguarda retorno.