Desde 2021, SC teve 26 prefeitos presos por suspeita de corrupção

Uma grande parte da lista foi detida nas quatro fases da Operação Mensageiro, que apura a existência de um esquema de corrupção na licitação de lixo em cidades catarinenses, onde uma empresa era responsável por pagar propina para agentes públicos para ter acesso a licitações.
Divulgação/MPSC

Dos prefeitos e vice eleitos em 2020 para o mandato iniciado em 1º de janeiro de 2021, um total de 26 chefes de Executivo foi preso em operações policiais coordenadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e o Grupo Especial Anticorrupção (Geac), do Ministério Público.

Uma grande parte da lista foi detida nas quatro fases da Operação Mensageiro, que apura a existência de um esquema de corrupção na licitação de lixo em cidades catarinenses, onde uma empresa era responsável por pagar propina para agentes públicos para ter acesso a licitações.

Um empresário, que não integrava o quadro de funcionários da empresa há mais de dez anos, exercia a função de fazer a interlocução entre o a empresa e as prefeituras. Foram 17 prefeitos presos, incluindo na região da Amurel: Deyvisonn de Souza (MDB), de Pescaria Brava; Vicente Corrêa (PL), de Capivari de Baixo; Patrick Corrêa (Republicanos), de Imaruí; e Joares Ponticelli (PP), de Tubarão, que teve o vice-prefeito Caio Tokarski (União) detido também.

As demais operações registradas também repercutiram em municípios do Sul, incluindo a mais recente, a Fundraising, deflagrada na manhã de quarta-feira, 19, com a detenção de quatro prefeitos na segunda fase. A força-tarefa investiga captação fraudulenta de recursos por consultorias e também licitações suspeitas.

Confira a lista de prefeitos presos desde 2021

Operação Mensageiro

  • Deyvisonn Souza (MDB), de Pescaria Brava, detido na primeira fase em dezembro de 2022;
  • Luiz Henrique Saliba (PP), de Papanduva, detido na primeira fase em dezembro de 2022;
  • Antônio Rodrigues (PP), de Balneário Barra do Sul, detido na primeira fase em dezembro de 2022;
  • Marlon Neuber (PL), de Itapoá, detido na primeira fase em dezembro de 2022;
  • Antônio Ceron (PSD), de Lages, detido na segunda fase em fevereiro de 2023;
  • Vicente Corrêa Costa (PL), de Capivari de Baixo, detido na segunda fase em fevereiro de 2023;
  • Joares Ponticelli (PP), de Tubarão, detido na terceira fase em fevereiro de 2023;
    • Caio Tokarski (União), vice-prefeito de Tubarão, detido na terceira fase em fevereiro de 2023;
  • Luiz Carlos Tamanini (MDB), de Corupá, detido na quarta fase em abril de 2023;
  • Adriano Poffo (MDB), de Ibirama, detido na quarta fase em abril de 2023;
  • Adilson Lisczkovski (PRD), de Major Vieira, detido na quarta fase em abril de 2023;
  • Armindo Sesar Tassi (MDB), de Massaranduba, detido na quarta fase em abril de 2023;
  • Patrick Correa (Republicanos), de Imaruí, detido na quarta fase em abril de 2023;
  • Luiz Shimoguri (PSD), de Três Barras, detido na quarta fase em abril de 2023;
  • Alfredo Cezar Dreher (Podemos), de Bela Vista do Toldo, detido na quarta fase em abril de 2023;
  • Felipe Voigt (MDB), de Schroeder, detido na quarta fase em abril de 2023;
  • Luis Antonio Chiodini (PP), de Guaramirim, detido na quarta fase em abril de 2023;
  • Clézio José Fortunato (MDB), de São João do Itaperiú, detido na quinta fase em abril de 2024;
    • Jaime Antônio de Souza (PL), vice-prefeito de São João do Itaperiú, detido na quinta fase em abril de 2024;

Operação Et Pater Filium

  • Adelmo Aberti (União), de Bela Vista do Toldo, detido na quarta fase em julho de 2021;
  • Beto Passos (PSD), de Canoinhas, detido na sétima fase em abril de 2022;

*Registre-se que, antes, na segunda fase, em agosto de 2020, foi preso o então prefeito de Major Vieira, Orildo Antônio Severgnini (MDB). Na época, o político presidia a Federação de Consórcios, Associações e Municípios (Fecam) e renunciou ao cargo.

Operação Travessia

  •  Douglas Elias Costa (PL), de Barra Velha, detido em janeiro de 2024,

Operação Limpeza Urbana

  • Ari Wollinger (PL), de Ponte Alta do Norte, detido em janeiro de 2024;

Operação Terra Nostra

  • Gustavo Cancellier (PP), de Urussanga, detido na segunda fase em abril de 2024;*

*Antes, em maio de 2021, durante a Operação Benedetta, o prefeito foi afastado e ficou 390 dias longe da cadeira de prefeito, sendo liberado a voltar ao cargo pelo STJ. Em dezembro de 2022, foi incluído na investigação da Operação Wotan e foi inocentado das acusações.

Operação Fundraising

  • Clori Peroza (PT), de Ipuaçu, detida na segunda fase em junho de 2024
  • Fernando de Fáveri (MDB), de Cocal do Sul, detido na segunda fase em junho de 2024
  • Marcelo Baldissera (PL), de Ipira, detido na segunda fase em junho de 2024
  • Mario Afonso Woitexem (PSDB), de Pinhalzinho, detido na segunda fase em junho de 2024

*A primeira fase, em setembro de 2023, não teve cumprimento de mandados de prisão