Bombeiro morre ao tentar salvar homem que caiu em rio

Em 2021, o militar teve repercussão nacional com o pedido de casamento realizado em um treinamento de combate a incêndio no quartel de Laguna.
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O coordenador regional da Defesa Civil para a Amurel e bombeiro militar, Anderson Martins Cardoso, morreu ao tentar realizar uma tentativa de resgate de um homem no rio Tubarão, na tarde deste sábado, 1º. Em 2021, o militar teve repercussão nacional com o pedido de casamento realizado em um treinamento de combate a incêndio no quartel de Laguna.

A confirmação da identidade foi divulgada pelo secretário municipal de Defesa Civil de Tubarão, Diego Goulart.

De folga, Cardoso estava em um carro de aplicativo quando viu o momento em que um homem caiu no rio. Desceu do automóvel e iniciou a tentativa de resgate, mas acabou se afogando. Quando o socorro chegou, o militar já estava sem os sinais vitais. O acidente ocorreu na região do bairro Morrotes. A segunda pessoa segue desaparecida.

Arquivo pessoal

Relembre o pedido de casamento

O pedido de casamento que tornou Anderson Cardoso conhecido nacionalmente ocorreu em 2021, durante um treinamento nas dependências do quartel dos bombeiros de Laguna. A história de amor entre ele e a então namorada Fabíola Sampaio foi tema de reportagens em portais de notícias, jornais e emissoras de TV pelo país, incluindo o Fantástico, da TV Globo, e o Balanço geral, da Record.

Na época do pedido, o casal estava junto fazia cinco anos. Iniciaram o romance sem muitas formalidades, apenas deram espaço para o amor que nutriam entre si. Isso sempre motivou brincadeiras entre os dois. “Ela sempre brincava comigo que não éramos casados, e que não tínhamos uma data especial do nosso relacionamento”, relatou o sargento, em entrevista ao Portal na ocasião. Fabíola também dizia que Anderson já tinha feito de “tudo e que nada poderia surpreendê-la”. Foi pensando nisso que cerca de um mês atrás, surgiu a ideia.

Como ambos participariam do treinamento em Laguna, o cenário estava escolhido. “Era só colocar fogo, convidar os bombeiros para participarem e pronto”, resumiu Anderson. No dia, como combinado, eles entraram no contêiner de treinamento. Era para porem em prática as técnicas ensinadas pelo comandante lagunense Henrique Schuelter. Anderson foi na frente e ela o seguiria com a orientação de que não perdesse o contato visual. Sem muita iluminação e cercados por fumaça, caminharam por dentro do espaço. Em um dos pontos, onde o fogo se concentrava, ele conseguiu o que ela dizia ser impossível: a surpreendeu.

Com uma cartolina chamuscada, fez o pedido: “Fabíola, aceita casar comigo?”. Ela respondeu, no padrão militar: “Sim, senhor!”. De joelhos, o sargento estendeu a aliança para oficializar. “Estava desconfiada, mas não sabia como e nem onde. Se me perguntasse antes, se ele teria coragem de fazer aquilo, diria que não. Foi incrível, inesquecível. Só de lembrar, fico emocionada. O que passou na minha cabeça era só gratidão, por ter encontrado alguém tão maravilhoso, tão especial, que faz de tudo pra me ver feliz, e aquilo foi uma demonstração do que ele faz por mim todos os dias. Ele juntou o que amamos fazer, e transformou em um pedido extraordinário”, disse Fabíola.

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