Teste do pezinho em SC agora detecta toxoplasmose em bebês

Anteriormente o teste previa o rastreamento de seis doenças: a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e a fibrose cística. Agora, desde 15 de abril, foi realizada a ampliação também para a toxoplasmose congênita.
Foto: Prefeitura de Uberlândia/Divulgação

Anteriormente o teste previa o rastreamento de seis doenças: a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e a fibrose cística. Agora, desde 15 de abril, foi realizada a ampliação também para a toxoplasmose congênita.

“A realização do teste do pezinho é fundamental para as nossas crianças. São doenças que precisam ser detectadas e tratadas o mais rápido possível. Nos casos positivos, o nosso Hospital Infantil Joana de Gusmão, que é centro de Referência da Triagem Neonatal no Estado, está preparado para receber esses pacientes e acolher as famílias”, explica a secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto.

Essas doenças não costumam apresentar sintomas no nascimento e, se não forem diagnosticadas prematuramente, podem causar sérios danos à saúde. O exame pode ser realizado nas unidades da Atenção Primária em Saúde ou, nos casos em que os bebês precisam permanecer hospitalizados após o nascimento, a coleta é realizada na própria unidade hospitalar.

O exame de toxoplasmose é realizado nas gestantes durante o pré-natal, no entanto, por vezes a infecção pode ocorrer ao final da gravidez. “Às vezes ela se infecta no final da gestação e não se consegue identificar antes da criança nascer, então o teste do pezinho vai ser uma forma a mais de detectar essa doença. E à medida que as crianças forem identificadas com toxoplasmose, elas vão entrar no nosso fluxo do ambulatório, e imediatamente vai ser agendada uma consulta aqui no hospital. Ela vai ser avaliada por um oftalmologista, que é um dos órgãos-alvo, onde a toxoplasmose costuma fazer lesão, além do infectologista que provavelmente já vai iniciar algum tratamento. A criança geralmente é acompanhada durante um ano”, explica o médico infectologista do HIJG, Marcos Guchert.

Em alguns casos poderá também ser necessário o atendimento por uma equipe multiprofissional com fisioterapia e neurologia, dependendo do grau de comprometimento da criança.

Fluxo do Teste do Pezinho

A coleta da amostra é realizada através de uma pequena picada no calcanhar do recém-nascido. Os exames realizados no estado são encaminhados, no mesmo dia  para o Laboratório Especializado em Triagem Neonatal da Fundação Ecumênica de Amparo ao Excepcional (Fepe), no Paraná.

Nos casos positivos, a FEPE faz o contato direto com a família, com a regional de saúde, com o município de residência do bebê e com o Hospital Infantil Joana de Gusmão, onde imediatamente é feita a marcação de consultas. “Esses pacientes não precisam passar pela regulação, visto que é fundamental que o atendimento seja realizado de forma breve. Então eles já são encaminhamos para as equipes aqui do Hospital de acordo com a patologia identificada”, explica a diretora do HIJG, Tatiana Titerickz.

Buscando dar mais segurança para o momento da coleta, em 2023, a SES também dobrou o número de lancetas encaminhadas às unidades de saúde. O instrumento é utilizado para realizar a perfuração do pezinho. Com a iniciativa fica garantido que caso haja a necessidade de uma recoleta ela seja feita imediatamente.

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