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Polícia Civil indicia servidor preso por suspeita de rachadinha

Ele foi denunciado pela cobrança de até R$ 500 em cima do salário recebido pelos bolsistas da Frente de Trabalho. O programa é vinculado à Fundação Irmã Vera (FIV) e paga um salário mínimo (R$ 1,4 mil no valor atual) aos beneficiários, que executam, entre outras atividades, trabalhos de limpeza em praças e outras áreas públicas.
Foto: Luis Claudio Abreu/Agora Laguna

A Polícia Civil de Laguna concluiu o inquérito policial da Operação Resiliunt e indiciou o ex-servidor da prefeitura preso por suspeita de rachadinha. O documento foi encaminhado ao Poder Judiciário, para decidir se a denúncia irá adiante.

Exonerado em dezembro, mas cuja portaria só saiu após a prisão, Oziel Andrade foi detido no começo do mês. Ele foi denunciado pela cobrança de até R$ 500 em cima do salário recebido pelos bolsistas da Frente de Trabalho. O programa é vinculado à Fundação Irmã Vera (FIV) e paga um salário mínimo (R$ 1,4 mil no valor atual) aos beneficiários, que executam, entre outras atividades, trabalhos de limpeza em praças e outras áreas públicas.

“Ele foi indiciado por reiterados e sucessivos atos de concussão, em detrimento da função e ainda que fora dela”, diz o delegado Bruno Fernandes, da Divisão de Investigação Criminal (DIC).

Segundo Código Penal, a concussão é a prática de exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida. Neste caso, a pena prevista é de prisão por dois a oito anos e multa.

Agora Laguna tenta localizar a defesa de Oziel Crispim de Andrade para obter seu posicionamento. Até o momento, não houve nenhum êxito e o espaço seguirá aberto.