Figura popular da cidade, Pepinha faz 80 anos: ‘Muita felicidade’

Folião, músico e jogador de futebol, o aniversariante conversou com Agora Laguna na praça União dos Artistas, no Campo de Fora. 

Laguna, como toda cidade, tem suas figuras históricas e tem aquelas populares. Uma destas personalidades que pode ser encontrada por suas ruas vive, neste sábado, 6, a passagem dos seus 80 anos de vida. Luiz Paulo dos Reis pode não ser tão conhecido, mas é só chamar pelo apelido ‘Pepinha’ que todo mundo conhece. Folião, músico e jogador de futebol, o aniversariante conversou com Agora Laguna na praça União dos Artistas, no Campo de Fora.

“Muita felicidade”, resume ao comentar o 80º ano de vida. Filho de Antenor dos Reis e Maria Teodoro, ele fez seus estudos primários na cidade e foi na juventude que começou a desenvolver um talento para o futebol. Vestiu a camisa do aspirante do antigo Peñarol e conseguiu a oportunidade de fazer testes no Metropol, de Criciúma, que chegou a ser a maior força do futebol catarinense nos anos 60. Não deu certo, pegou as malas e veio para Laguna.

Foto: André Luiz/Agora Laguna

Embora já tenha residido por um tempo na capital, é em Laguna que segue a vida. Em paralelo ao gramado, Pepinha foi músico da União dos Artistas – banda que seu pai também integrou na década de 40. Atualmente não toca mais, mas garante sentir saudade. “Essa é a praça da minha banda”, disse ao situar a reportagem sobre o local em que estávamos.

Nos dias de Momo, sempre estava nos bailes e acompanhando os desfiles. Uma curiosidade: ele era Brinca Quem Pode, hoje também torce pela Vila Isabel e curiosamente faz aniversário no mesmo dia da Os Democratas – e não é de se estranhar que mais tarde o aniversariante apareça no barracão. “Toquei muito nos bailes com meu irmão”, conta.

Lagunense, Pepinha conserva o sorriso no rosto, o mesmo que foi renovado em uma ação solidária do dentista Márcio José Rodrigues há uma década, e a simplicidade de seu olhar garantiram as atenções em 2021, quando uma foto sua foi a escolhida em um concurso estadual que buscava o “DNA catarinense”. Presente à cerimônia, foi aplaudido e viveu um dia de estrela. Neste sábado, ele vive novamente a experiência, sendo rodeado da família para comemorar o aniversário. “Minha mãe viveu até os 75, eu sou o primeiro que faz 80 da família. Às vezes perguntam: ‘Tu não morreu ainda’, e eu vou levando. Graças a Deus, Nossa Senhora e Santo Antônio”.

Time do Penharol, em 1959, com Pepinha agachado. (Foto: Jornal de Laguna)

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