Assaltantes de joalheria são condenados a mais de dez anos de prisão

Na época, um homem entrou na joalheria e disse que tinha interesse em comprar duas alianças de ouro e momentos depois, um segundo apareceu e anunciou o assalto. Armados, ameaçaram e amarraram a dona do estabelecimento e uma funcionária e as mantiveram trancadas no banheiro.
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O grupo que organizou e assaltou uma joalheria em Laguna foi condenado a penas que variam de 12 a 21 anos de prisão. Eles responderam por roubo majorado e porte ilegal de arma de fogo. O crime ocorreu em março do ano passado, quando fugiram levando joias avaliadas em mais de R$ 650 mil, segundo o Ministério Público.

Na época, um homem entrou na joalheria e disse que tinha interesse em comprar duas alianças de ouro e momentos depois, um segundo apareceu e anunciou o assalto. Armados, ameaçaram e amarraram a dona do estabelecimento e uma funcionária e as mantiveram trancadas no banheiro.

A dupla conseguiu levar 325 pares de joias e bijuterias, 29 relógios, 266 anéis, 41 pares de brinco, 342 pingentes, 87 pulseiras, correntes e gargantilhas e 207 gramas de objetos diversos. O grupo fugiu e trocaram de veículo até serem alcançados na região da Serra. Os itens foram recuperados, mas, segundo a vítima, algumas joias se perderam, em um prejuízo aproximado de R$ 10 mil.

A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Laguna e descreve que os dois réus que entraram na loja não atuaram sozinhos. Tiveram apoio de um terceiro condenado, que ficou responsável por repassar informações aos demais, como o possível aparato de segurança do local, o horário de funcionamento, o efetivo policial, rotas alternativas e de fuga, assim como o local para esconder um dos veículos utilizados no crime.

Um quarto homem foi o responsável pela entrega da arma de fogo utilizada no crime e por permanecer como “olheiro” nas proximidades do local durante o roubo. Há ainda um quinto envolvido condenado, que estava encarregado do recolhimento das peças de ouro roubadas. Ele iria transportá-las até o Rio Grande do Sul para pulverização e revenda.

Penas

O primeiro réu teve pena fixada em 19 anos e cinco meses de reclusão em regime inicialmente fechado, por roubo majorado e porte ilegal de arma de fogo. Já o segundo, que entrou depois, teve pena de 21 anos e 10 meses em regime inicialmente fechado pelos mesmos dois crimes.

O informante recebeu punição de 12 anos, 2 meses e 20 dias. O quarto criminoso, que forneceu a arma e foi o “olheiro” no dia do crime, também teve pena fixada em 12 anos, 2 meses e 20 dias. O último réu, que ficaria responsável por levar as joias para outro estado e vendê-las, cumprirá pena de 16 anos e 15 dias de reclusão.

Todos cumprirão em regime inicialmente fechado. Os cinco já estavam presos preventivamente e tiveram negado o direito de recorrer em liberdade. Ainda vão  ter de pagar, por reparação de danos materiais à relojoaria, o valor de R$ 15 mil, já que nem todas as joias roubadas foram recuperadas e a porta do local precisou ser trocada após o crime.