Os primeiros depoimentos das testemunhas dos processos da Operação Mensageiro vão ocorrer em junho. A desembargadora Cinthia Schaefer marcou para o dia 5 sessão que ouvirá os depoentes na ação que envolve o prefeito de Pescaria Brava, Deyvisonn de Souza (MDB), preso desde 6 de dezembro do ano passado.
A partir dessa etapa, será aberto prazo para apresentação das alegações finais da acusação e defesa do político bravense. Com as manifestações em mão, será formulado um voto de sentença que vai à análise da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Souza foi preso quando cumpria uma agenda em Brasília e foi tornado réu no dia 13 de abril. O Ministério Público levantou, em denúncia, que entre agosto e setembro de 2016, antes das eleições municipais, o político teria pedido uma reunião com o gerente regional do aterro sanitário administrado pela Serrana no município. Assim como solicitado R$ 15 mil para facilitar a execução do atual contrato e futuros acordos.
Ainda de acordo com a denúncia, após assumir a prefeitura, ficou combinado o repasse de R$ 3 mil em dinheiro vivo, calculado a cada mês de vigência do contrato. Assim, entre janeiro de 2017 e janeiro de 2022, ele teria recebido, de acordo com o MP, vantagens em ao menos 11 oportunidades, o que daria um total mínimo de R$ 198 mil.