Mandados são cumpridos em nova fase da Mensageiro; prefeitos de Lages e Capivari são presos

Ordens desta quinta são decorrentes da análise dos depoimentos das testemunhas, dos investigados e das provas coletadas na primeira fase, que ocorreu em 6 de dezembro do ano passado.
Divulgação/MPSC

Agentes dos grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Grupo Especial Anticorrupção (Geac) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) cumprem, desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira, 2, quatro mandados de prisões preventivas e 14 de busca e apreensão.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) no âmbito da Operação Mensageiro e atingem alvos em municípios do Sul e da Serra. Nessa nova ação, foram presos os prefeitos Vicente Costa (PL), de Capivari de Baixo, e Antônio Ceron (PSD), de Lages. “O governo municipal reitera todo respeito ao Judiciário, Ministério Público e demais órgãos investigativos. Finalmente a prefeitura informa que as atividades continuam normalmente”, diz nota divulgada pela prefeitura de Capivari de Baixo.

As investigações ocorrem há pouco mais de um ano e foram iniciadas pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MP. As ordens desta quinta são decorrentes da análise dos depoimentos das testemunhas, dos investigados e das provas coletadas na primeira fase, que ocorreu em 6 de dezembro do ano passado.

Mensageiro

As investigações que geraram a operação, deflagrada no começo de dezembro, apontam para a formação do maior e mais complexo esquema de vantagens ilícitas a agentes políticos de Santa Catarina. Coordenada pelos grupos Anticorrupção (Geac) e o de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, a ação envolveu dezenas de policiais e cumpriu mais de 100 ordens judiciais, sendo 16 de prisões preventivas. Mais de R$ 1,3 milhão foi apreendido e quase R$ 300 milhões em bens foram bloqueados.

De acordo com o MP, através do superfaturamento nos contratos de coleta, transporte e tratamento de resíduos sólidos, criava-se um saldo positivo que era convertido em propina e distribuído a prefeitos e a outros agentes municipais. Na primeira fase, foram presos os prefeitos Deyvisonn de Souza (MDB), de Pescaria Brava; Antônio Rodrigues (PP), de Balneário Barra do Sul; Marlon Neuber (PL), de Itapoá, e Luiz Henrique Saliba (PP), de Papanduva, além de outros agentes políticos e ligados ao meio empresarial. Todos seguem detidos.