Jovens relatam casos de assédio na cidade

Casos como esses podem ser denunciados pelos telefones 181 (Polícia Civil) e se a situação for urgente, o indicado é acionar diretamente a Polícia Militar, pelo telefone 190. Além disso, é possível registrar ocorrência pela Delegacia Virtual.

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Duas jovens relataram ao Portal Agora Laguna casos de assédio ocorridos, entre domingo, 8, e segunda-feira, 9, no bairro Portinho e no Centro Histórico. As situações já são de conhecimento da Polícia Civil.

O primeiro relato é de uma maior de idade, 18 anos. Ela conta que estava na praça Vidal Ramos para acompanhar uma apresentação da banda Carlos Gomes, quando um homem se aproximou e sentou ao seu lado.

“Veio um homem até mim e puxou um dos fios da minha calça, que até então era rasgada, eu achei estranho, mas relevei por achar que ele estava só brincando ou procurando um jeito de conversar. Até que continuou a mexer na minha perna, logo começou a falar ‘sua calça é rasgada né? na moda, eu não tenho uma dessa’, aí rasgou a dele, foi onde já me distanciei dele, ainda assim continuou me importunando”.

A jovem ainda relata que o assediador insistiu em tentar puxar conversa. “Perguntou se o garoto que estava ao meu lado era meu namorado, e depois falou: ‘e você já rasgou aquilo também?’, no caso, querendo saber se eu já perdi a minha virgindade”, relata. Ela conta que se afastou novamente dele e viu que o homem se aproximou de outras duas jovens. Ao ver isso, a vítima disse que solicitou à organização que a polícia fosse chamada. Quando os agentes chegaram, o assediador já havia deixado o local.

No dia seguinte, a mesma pessoa abordou a outra jovem. A adolescente, 17, seguia para a casa de uma familiar e o viu indo em direção à escola Renato Ramos. Quando deixou a residência da tia, ela percebeu que ele estava nas proximidades e reconheceu como sendo o homem denunciado como assediador.

“Estava sentado fumando. Assim que passei reconheci que era ele e me afastei. Mesmo assim, ele fez piadinha desnecessária maliciosa. Fiquei nervosa e não consegui raciocinar muito bem. Perguntei novamente o que tinha falado, mas brava e sem demonstrar medo para ver se ia baixar a bola. Ele olhou para mim, arregalou os olhos, riu da minha cara e disse: ‘aiaiai boa noite, boa noite’. A jovem conta que se afastou. O homem não a seguiu.

As identidades das vítimas foram preservadas pela reportagem. Os casos ganharam repercussão na internet após publicações terem sido realizadas em rede sociais.

Denúncias

Casos como esses podem ser denunciados pelos telefones 181 (Polícia Civil) e se a situação for urgente, o indicado é acionar diretamente a Polícia Militar, pelo telefone 190. Além disso, é possível registrar ocorrência pela Delegacia Virtual (acesse aqui).