Fundação de Cultura quer reativar conservatório musical

O projeto parte da prefeitura, mas a ideia é que seja feito um convênio a entidade responsável por administrar o conservatório e dessa forma fazer subvenções financeiras, como já ocorreu no passado. Consulta feita em sistemas virtuais aponta que o CNPJ do conservatório segue ativo, sendo esse um dos requisitos levados em consideração pela autarquia cultural.
Conservatório antes de fechar as portas. Foto: Arquivo

Desativado desde 2014, o Conservatório Lagunense de Música entrou no radar da Fundação Lagunense de Cultura (FLC). A presidente da autarquia cultural Vanere Almeida confirmou que tem a intenção de promover a reorganização do órgão para que o ensino musical volte a acontecer na cidade.

“Posso adiantar à população que estamos aguardando uma reunião com o segmento da música, pois precisamos reabrir o Conservatório de Música e necessito de todo o segmento para que isso dê certo”, explica a gestora. Esse encontro deve acontecer nas próximas semanas.

O projeto parte da prefeitura, mas a ideia é que seja feito um convênio a entidade responsável por administrar o conservatório e dessa forma fazer subvenções financeiras, como já ocorreu no passado. Consulta feita em sistemas virtuais aponta que o CNPJ do conservatório segue ativo, sendo esse um dos requisitos levados em consideração pela autarquia cultural.

Ex-aluno e ex-professor do Conservatório Lagunense de Música, o músico Fernando Ilíbio vê como positiva a ideia. “Um conservatório para Laguna é de extrema importância. A cidade está muito carente de ensino musical direcionado para o erudito e popular avançado”, aponta. Apesar de não fixar prazos, é notório que o anseio da FLC é que a iniciativa seja levada adiante o quanto antes. “Aguardo ansiosa a reunião para passar a ideia de retomar tudo isso”, diz Vanere.

Sobre o espaço

O Conservatório Lagunense de Música funcionava em um prédio situado entre a Casa Paroquial e a Igreja Matriz de Santo Antônio dos Anjos – o último vestígio de sua existência, uma placa de azulejos com o nome do espaço foi removida há quase um ano. O prédio ainda guarda marcas e lembranças de uma trajetória que iniciou em 1986, por iniciativa do então pároco Antônio Gerônimo Herdt (1932-2015).

Em quase três décadas, o local ofereceu cursos de que iam do violino, guitarra e violão ao piano, teclado, teoria musical e até ballet. Era considerado de utilidade pública estadual, pela lei estadual 9.330/1993.