Fotógrafa de Maria Bethânia, Gal e Caetano, lagunense Marisa Alvarez Lima morre no Rio aos 87 anos

Ela deixou a cidade natal jovem e foi na histórica O Cruzeiro, no Rio, que chegou a ser a revista de maior repercussão e vendagem durante boa parte do século passado, onde começou a atuar na imprensa aos 25 anos. Como repórter da publicação, Marisa divulgou com exclusividades os detalhes da prisão domiciliar de Veloso, em 1969, na Bahia. Também passou por A Cigarra.
Arquivo pessoal

O jornalismo brasileiro e a fotografia nacional perderam, nesta quarta-feira, 16, Marisa Alvarez Lima. Aos 87 anos, a lagunense que construiu carreira no Rio de Janeiro e registrou ícones da Tropicália, como Caetano Veloso e Maria Bethânia, morreu na cidade maravilhosa em decorrência de um câncer intestinal, segundo informação divulgada pelo colunista Ancelmo Gois, de O Globo (RJ).

Ela deixou a cidade natal jovem e foi na histórica O Cruzeiro, no Rio, que chegou a ser a revista de maior repercussão e vendagem durante boa parte do século passado, onde começou a atuar na imprensa aos 25 anos. Como repórter da publicação, Marisa divulgou com exclusividades os detalhes da prisão domiciliar de Veloso, em 1969, na Bahia. Também passou por A Cigarra.

Como fotógrafa, foi responsável por clicar inúmeros ícones da música brasileira, principalmente durante a fase musical conhecida como Tropicália. Seus registros integraram as capas ou os encartes de discos como Caras e bocas (1977) e Água viva (1978), de Gal Costa; Álibi (1978), Mel (1979) e Talismã (1980), de Maria Bethânia; Feitiço, de Ney Matogrosso (1978); e o primeiro álbum-solo de Zezé Maria, em 1978.

“Acaba de nos deixar a esplendorosa fotógrafa Marisa Alvarez de Lima. Amiga querida de @mariabethaniaoficial @caetanoveloso e tantos artistas da nossa Música. Estamos tristes!”, disse Maria Bethânia, em uma rede social. Foi autora de um livro de fotografias, Alteza, que expõe imagens da cantora baiana, editado em 1981. Já em 1996, a jornalista publicou Marginália – arte e cultura na idade da pedrada, que traz uma coleção de textos publicados sobre a Tropicália entre 1967 e 1968. “Um livro apaixonado”, escreveu.

Não foram divulgados dados sobre seu velório e sepultamento.

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