Júri condena quarteto por duplo homicídio na Praia do Sol

As mortes ocorreram, pois, as vítimas faziam parte de uma facção simpatizante de uma organização criminosa rival do quarteto. Eles foram atraídos para o local, uma área descampada, acreditando que se encontrariam com um traficante para fornecer drogas, já que a pessoa de quem compravam estava sem estoque. Os dois foram atingidos por vários disparos de arma de fogo, sem chance de defesa.

Quatro integrantes de uma facção criminosa denunciados por dois homicídios qualificados foram condenados pelo Tribunal do Júri, da Comarca de Laguna. A sessão de julgamento foi concluída na madrugada desta quinta-feira, 10, após cerca de 15 horas.

O duplo homicídio de Anderson Barroso, de 23 anos, e Willian Braz, de 24, ambos naturais do Rio Grande do Sul, ocorreu em março de 2020, na entrada da Praia do Sol, em Laguna. Eles foram vítimas de uma emboscada, arquitetada pelos quatro condenados. Os presos, segundo o Ministério Público, são: Bruno André Moraes dos Santos, João Lucas Cardoso Leal, Lucas Martins de Oliveira e Gilliard Corrêa.

As mortes ocorreram, pois, as vítimas faziam parte de uma facção simpatizante de uma organização criminosa rival do quarteto. Eles foram atraídos para o local, uma área descampada, acreditando que se encontrariam com um traficante para fornecer drogas, já que a pessoa de quem compravam estava sem estoque. Os dois foram atingidos por vários disparos de arma de fogo, sem chance de defesa.

O MP os denunciou por duplo homicídio qualificado, com uso de emboscada e por motivo torpe (rivalidade entre as organizações criminosas). Os réus já tinham sido condenados em primeiro grau por fazerem parte de uma organização criminosa. As novas penas são de 24 anos em regime inicial fechado para três réus e 37 anos e 10 meses para um quarto integrante, por ter sido sentenciado no julgamento por integrar facção, sendo a pena agravada por ter atuado como “disciplina” do grupo criminoso, que envolve menores de idade e usa armas de fogo nas atividades.

“[A sociedade, representada pelos jurados no Conselho de Sentença,] teve coragem necessária para fazer a justiça. A punição mostrou que não será aceita a violência praticada contra quem for. Toda vida tem valor e deve ser defendida no Tribunal do Júri, espaço democrático, que rejeita a vingança empregada no mundo do crime”, disse a promotora Raíza Rezende. Cabe recurso da decisão.