Dragagem do berço de atracação tem cuidados com botos, diz porto

Desassoreamento é realizado com recursos do governo do Estado, no valor de R$ 1,2 milhão. São R$ 798 mil para a execução de dragagem e R$ 400 mil de monitoramento ambiental da obra. A ideia é concluir a obra em até quatro meses.
Foto: Júlio Cavalheiro/Secom Governo SC

Em obras desde dezembro de 2021, a dragagem do berço de atracação do Porto de Laguna ocorre, segundo a empresa, com cuidados para a preservação dos botos-pescadores que interagem com os homens do mar durante a pesca.

“A distância entre os botos e o equipamento deve ser de mais de 100 metros. Caso haja proximidade, a operação é paralisada”, explica a bióloga Mariana Fávero, que acompanha os trabalhos. São analisados fatores ambientais como o barulho emitido pela draga e a qualidade da água no local, e também a possível formação da pluma de sedimentação. “Uma espécie de cortina de fumaça que pode se formar com a movimentação da areia na água. Isto pode prejudicar a respiração dos peixes, afetando toda a cadeia alimentar do ambiente”.

As análises são feitas com base em normativas e padrões exigidos pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Santa Catarina, que analisa os relatórios realizados pela bióloga para obtenção de parecer sobre a continuidade ou não da obra.

Dragagem

O desassoreamento é realizado com recursos do governo do Estado, no valor de R$ 1,2 milhão. São R$ 798 mil para a execução de dragagem e R$ 400 mil de monitoramento ambiental da obra. A ideia é concluir a obra em até quatro meses.

Devem ser retirados 8 mil metros cúbicos de areia com o uso de uma draga para chegar a uma profundidade de 5 metros, ideal para a acostagem dos barcos de pesca na região. O material é depositado em uma área específica e depois de seca pode ser doada para uso em obras públicas.

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