Dona Tilinha Corrêa, lagunense, faz 100 anos: ‘O segredo da vitalidade é…’

Fosse em tempos passados, a data de seu aniversário seria celebrada ao redor de amigos e da família, mas a pandemia do novo coronavírus fez com que a passagem do centenário da matriarca da família Corrêa ocorresse de forma restrita. Mesmo já vacinada com três doses, a decisão é uma forma de protegê-la.
Arquivo pessoal

Alguns anos atrás, em uma conversa de amigas, Marlene Bonetti, 64, perguntou para Otília Corrêa, qual era o segredo para a sua longevidade. Mais conhecida como dona Tilinha, a moradora do Mar Grosso não chegou a enfrentar a epidemia de gripe de 1918, mas cresceu em um mundo que vivia as feridas da primeira guerra quando explodiu um novo conflito mundial em 1939. Viu a chegada do rádio, da televisão, a expansão da telefonia, as mudanças de sua terra natal: o porto era na cidade e depois foi para o Magalhães e o mercado municipal, quando ela nasceu era um e depois era outro, pois o primeiro pegou fogo.

Inúmeros foram os bailes de Carnaval no Clube 3 de Maio, Blondin, Congresso ou no antigo Anita Garibaldi – e de baile, ela entendia como ninguém, tanto para aproveitar como para curtir. Ao longo destes anos, prefeitos foram vários, vereadores também. Do seu nascimento até hoje se passaram exatos 100 anos, comemorados nesta sexta-feira, 4.

Fosse em tempos passados, a data de seu aniversário seria celebrada ao redor de amigos e da família, mas a pandemia do novo coronavírus fez com que a passagem do centenário da matriarca da família Corrêa ocorresse de forma restrita. Mesmo já vacinada com três doses, a decisão é uma forma de protegê-la.

“Ela sempre foi muito ativa e gostou de dançar”, revela a amiga, que relembra ter saído uma vez de Forquilhinha, onde morava, só para participar de uma das festas organizadas pela amiga. “Naquele aniversário, ela não queria presente. Pediu fraldas, comida e tudo o que ganhou, doou para a Rede Feminina”. Otília teve cinco filhos: Onildo, Almir, Oduvaldo, Odilon e Alaíde. Netos e bisnetos também, mas o número é tão grande que seria suficiente para encher a casa inteira, do jeito que ela sempre gostou.

Com o passar do tempo, a memória trai às vezes. “Mas ela ainda lembra de muita coisa e de algumas pessoas”, diz Marlene. Nesta sexta-feira, a vitalidade dela foi celebrada e o segredo para alcançar uma idade tão avançada pode, enfim, ser revelado. Para Tilinha, não há dúvidas nem outro motivo para chegar tão longe: “O segredo é comer pouco e dançar bastante”, respondeu ela, quando fora questionada anos atrás.

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