Corpo é resgatado no mar de Passo de Torres; peritos vão dizer se pode ser de vítima de naufrágio em Laguna

O corpo foi avistado por pescadores já há alguns dias e informado à corporação, que fez buscas na região, mas não havia localizado indícios que indicassem a presença do mesmo. Nesta tarde, ele foi novamente visto e após sobrevoo a equipe aérea fez a localização.
Foto: CBM/Divulgação

Uma equipe da aeronave Arcanjo-01, do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), resgatou, na tarde desta quinta-feira, 3, um corpo que flutuava na região entre Capão da Canoa e Passo de Torres, a 21 milhas da costa. Segundo o CBM, possivelmente se trata de Michel Barbosa, 25 anos, vítima do naufrágio em Laguna, que estava desaparecida desde o dia 14 de janeiro. Não há informação sobre outra pessoa desaparecida na região.

O corpo foi avistado por pescadores já há alguns dias e informado à corporação, que fez buscas na região, mas não havia localizado indícios que indicassem a presença do mesmo. Nesta tarde, ele foi novamente visto e após sobrevoo a equipe aérea fez a localização. No começo da semana, a operação de busca pelo jovem tinha sido considerada encerrada após 17 dias incessantes.

De acordo com o CBM, a informação de quem é a pessoa poderá ser confirmada “assim que as equipes da Polícia Científica realizarem a identificação da vítima”. As guarnições de perícia médico-legal devem chegar ao local ainda nesta noite.

Acidente em investigação

O acidente de 14 de janeiro ocorreu na entrada do canal de navegação da barra. A lancha era ocupada por sete pessoas, todas de Caçador, e veio à pique por volta das 15h. Quatro foram socorridas com vida. Ricardo Barbosa, 46, vereador, e mais um amigo, Deyvid Fernandes, 29 anos, estavam com alto grau de afogamento e inconscientes. Os socorristas do Corpo de Bombeiros fizeram manobras de reanimação, mas os dois não resistiram.

A Capitania dos Portos em Laguna informou, em nota, que um inquérito administrativo foi instaurado para apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades do acidente. As apurações devem durar ao menos 90 dias, conforme os padrões da corporação militar. As causas do acidente ainda não foram confirmadas de forma oficial. A Polícia Civil também investiga o ocorrido.