Miguel, Alice e Lorena foram os nomes mais usados em Laguna, em 2021

Em 2021, foram 527 bebês nascidos na cidade juliana – 24 a mais que em 2020. Os nomes são os mais variados.
Bebês de 2021: Miguel em foto natalina; Otto com os pais dias após ter nascido; Lorena com os pais no dia do parto. Arquivos pessoais.

Era para ter sido Bernardo, mas um sonho da sogra fez o médico Gabriel Scalon e a esposa Giovana mudarem de ideia. “Ela sonhou e disse que faltava o terceiro arcanjo: no caso, eu, Gabriel; meu irmão Rafael e faltava Miguel”, relembra o doutor. A partir daí, a escolha mudou. Miguel ficou sendo o nome de batismo do recém-nascido. E em todo o país, esse foi o mais registrado em 2021. Ao todo, conforme o painel de estatísticas do Registro Civil, que reúne dados dos cartórios nacionais, 29.835 recém-nascidos receberam esse no ano anterior.

Em Santa Catarina, 1.357 registros de Miguel foram feitos no ano que terminou na sexta-feira, 31. Dez destes foram em Laguna, o que o classifica como o mais utilizado. Na lista de 50 nomes mais recorrentes na cidade, estão, também:

  • com seis registros: Joaquim;
  • com cinco registros: Heitor, Alice, Lorena, Arthur e Noah;
  • com quatro registros: Enzo, Maria Alice, Valentina, Pedro, João Pedro, Gael, Lucas, Henry, Maitê, Manuela e Eloah;
  • com três registros: Aylla, Helena, Ravi, Bryan, Laura, Maria Clara, Davi, Maria Luiza, Maria Helena e Sophia;
  • com dois registros: Lívia, Elias, Sofia, Maria Laura, Pedro Henrique, Maria Luísa, Maria Eduarda, Ana Laura, Maria, Henry Gabriel, José Miguel, João Lucas, Anthony, Breno, Melina, Izabel, Teodoro, Maya, Francisco e Gabriel.

Cada um destes nomes possui seu significado e sua origem. Lorena, por exemplo, vem do francês Lorraine e foi gerada a partir de uma região daquele país europeu – lar da Santa Joana D’Arc e do sociólogo Émile Durkheim. De um adjetivo pátrio foi incorporado ao dicionário de nomes próprios e é muito usado para batizar meninas. Uma destas recém-nascidas é a filha de Thalia Martinho e veio ao mundo em 2021.

“O que me interessou pelo nome foi que é o reino de uma famosa guerreira. Gostei do nome e quis pôr. Olhei na internet, vi o significado e escolhi, é um nome diferenciado e pouco usado”, explica a mãe sobre o processo de escolha.

Fáceis e rápidos

Em 2021, foram 527 bebês nascidos na cidade juliana – 24 a mais que em 2020. Os nomes são os mais variados. Na busca, há pais que procuram compostos como João Pedro e Maria Alice, que aparecem na relação dos mais usados. A composição pode surgir de muitas formas: homenagens a familiares, indecisão sobre qual nome usar, entre outros fatores. Mas há quem busque fugir disso e optar por um nome mais fácil de lembrar e de falar. A lista dá a entender isso, já que a maioria é formada por escolhas simples e sem complemento.

É o caso de Eder Bitencourte e da esposa Jéssica Vargas. Eles tiveram o Natal antecipado em 2021. “O meninão”, como define o pai, nasceu poucos dias da festa natalina e foi batizado com um nome de origem germânica, que era muito utilizado por nobres e homens influentes no passado alemão. “Se fosse menino, a Jéssica queria um nome pequeno e quando chegou na opção ‘Otto’, gostei e falei ‘ok'”, relembra Eder. O nome curto, segundo a mãe, foi para combinar com o dele, que também é de fácil lembrança e com apenas quatro letras. E um outro fator ajudou na decisão: no momento, não há parentes ‘Otto’, então por ora, é um nome único.

Fugir do nome composto (quando mais de um nome é usado na criança) também foi o que inspirou a futura mamãe Ana Laura Kieling na hora de decidir o nome do filho, que deve nascer já no primeiro semestre deste ano. “Foi muito difícil conseguir escolher um, pois é o nome que vamos chamar o nosso filho a vida toda. Meu esposo e eu optamos por escolher nome através de significados, vimos um na internet e gostamos do que o nome significa e foi assim que a gente escolheu. Optamos escolher o nome pequeno e de fácil pronúncia, a gente já tem um grande e composto e queríamos algo diferente para o nosso bebê”, comenta a jovem.

A escolha recaiu sobre Noah, versão inglesa de Noé, que, por sua vez vem do hebraico antigo No’ah. Reconheceu? Sim, é o mesmo nome do escolhido para construir e guiar a arca, uma missão atribuída por Deus, conforme a narrativa bíblica do livro de Gênesis. Um nome estrangeiro também foi designado pela mãe de primeira viagem, Amabilyn Nascimento, para batizar sua filha. A criança que virá ao mundo este ano vai carregar consigo o significado de “guerreira gloriosa”. “Será Louise. Eu vi no Instagram, e gostei do significado. É a versão francesa do nome Luísa”, resume sobre a forma de decisão. Só em 2021, 314 Luísas foram registradas em Santa Catarina.

Bebês de 2022: Futuras mamães, Amabilyn e Ana Laura exibem a barriga de gestante – ambas usaram internet para definir nome dos filhos. Arquivos pessoais.