DIC prende suspeito de assassinar mulher em Barbacena

"A prova pericial, realizada pelos excelentes peritos de Laguna e região, deixa claro que a vítima foi bastante agredida na cabeça – possivelmente antes mesmo de ser asfixiada, o que acaba por derrubar a tese levantada [de legítima defesa] e se contrapor à versão apresentada pelo investigado, tudo a sinalizar eventual prática de homicídio doloso qualificado", afirma o delegado Bruno Fernandes.
Divulgação/DIC
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Um homem suspeito de ter assassinado Cleivânia da Silva Martins, de 40 anos, foi preso ainda na quinta-feira, 13, horas após o crime, ocorrido na residência da vítima, na rua Arno João Jerônimo, em Barbacena. O caso foi tratado inicialmente como atentado à própria vida, mas a perícia da Polícia Científica (antigo IGP) apontou sinais de crimes, o que passou a ser considerado homicídio.

A Divisão de Investigação Criminal (DIC) apurou o caso ao longo dia anterior e descobriu que desde quarta-feira, 12, a vítima estava na companhia de um homem. Juntos, eles teriam ido até uma instituição financeira no Centro e fizeram o saque de uma quantia de dinheiro. Eles teriam se encontrado várias vezes entre aquele dia e a madrugada em que ela foi morta.

O homem, identificado como J.F.B.V., de 27 anos, foi encontrado caminhando no Centro de Laguna e capturado pelos policiais, numa ação de troca de informações entre as polícias Civil e a Militar. O preso é natural de Campos Novos e tinha fugido, em agosto, da penitenciária industrial de São Cristóvão do Sul, na Serra catarinense. Ele tinha mandado de prisão em aberto por tráfico, expedido pela Comarca de Curitibanos.

O detido disse, em depoimento, ter realizado programas sexuais com a vítima na madrugada e por um desentendimento, discutiram e brigaram. Ele alegou que a vítima foi para cima dele e, por isso, usou um cabo telefônico para asfixiar a vítima, fugindo do local.

“A prova pericial, realizada pelos excelentes peritos de Laguna e região, deixa claro que a vítima foi bastante agredida na cabeça – possivelmente antes mesmo de ser asfixiada, o que acaba por derrubar a tese levantada [de legítima defesa] e se contrapor à versão apresentada pelo investigado, tudo a sinalizar eventual prática de homicídio doloso qualificado”, afirma o delegado Bruno Fernandes.