Amurel continua classificada em amarelo

Segundo avaliação do Estado, os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 notificados nas quatro primeiras semanas de 2022, que tiveram reflexo na dimensão transmissibilidade, que monitora o número de casos ativos que foram notificados no período e a velocidade de transmissão. Todas as regiões do estão classificadas como gravíssimo, com o número de casos ativos alcançando 78.287 casos em todo o estado, o maior registrado desde o início da pandemia.
Divulgação/SES-SC

Nova matriz de risco potencial, divulgada neste sábado, 29, mantém a Amurel e mais 14 regiões classificadas como em risco potencial alto (amarelo) e duas no risco moderado (azul). Não há localidades classificadas nos patamares grave (laranja) e gravíssimo (vermelho). A matriz é usada como ferramenta auxiliar para facilitar a tomada de decisões.

Conforme comparação com a matriz da semana anterior, só as regiões Alto Uruguai Catarinense e Extremo Oeste se mantiveram estáveis, permanecendo no azul. Teve piora nos indicadores das regiões Médio Vale do Itajaí e Xanxerê, que voltaram para a cor amarela, junto com as regiões do Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu.

Segundo avaliação do Estado, os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 notificados nas quatro primeiras semanas de 2022, que tiveram reflexo na dimensão transmissibilidade, que monitora o número de casos ativos que foram notificados no período e a velocidade de transmissão. Todas as regiões do estão classificadas como gravíssimo, com o número de casos ativos alcançando 78.287 casos em todo o estado, o maior registrado desde o início da pandemia.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), em relação ao boletim anterior, houve melhora nos indicadores do Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste e Oeste, que estavam classificados como nível alto (laranja) no boletim anterior, e se juntaram a região de Xanxerê, que se manteve no nível moderado (azul). Também houve melhor na região Carbonífera, que estava classificada no nível grave (laranja) no boletim anterior, e passou a ser classificado como nível alto (amarelo), junto com a Amurel e outras localidades.

Na dimensão monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação à semana anterior. Com mais de 5,3 milhões de pessoas que receberam as duas doses da vacina, a cobertura vacinal da população geral do Estado no dia 28 de janeiro de 2022 ultrapassou 73%. Apesar do grande número de casos notificados desde o início do ano, as elevadas taxas de cobertura vacinal do Estado têm contribuído para, proporcionalmente, reduzir o impacto na gravidade dos casos.

Já em relação a capacidade de atenção, que monitora a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19 em relação ao total de leitos disponíveis em cada região, as regiões Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Vale do Itapocu e Xanxerê se mantiveram no nível Moderado (azul), com taxas de ocupação abaixo de 20%. Houve piora nos indicadores das regiões Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Médio Vale do Itajaí e Planalto Norte, que na semana anterior estavam como nível moderado, e passaram a ser classificadas como nível alto (amarelo), juntando-se às regiões Grande Florianópolis e Laguna com taxa de ocupação de variando entre 20 a 39%. Também foi observado piora nos indicadores das regiões Foz do Rio Itajaí e Serra Catarinense, que passaram a ser classificadas no nível Grave (laranja), se juntando as regiões Meio Oeste e Nordeste, com taxas de ocupação variando de 40 a 59%. Por fim, a região Oeste, que na semana anterior estava classificada no nível Grave (laranja) passou a ser classificada nesta semana no nível Gravíssimo (vermelho), com taxas de ocupação acima de 60%.

A análise desta semana demonstra a manutenção da taxa de crescimento de casos e óbitos por coronavírus na última semana. Houve um aumento de 38% na taxa de casos de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias nesta semana (1.033,04 casos/100 mil hab), quando comparada com a semana anterior (747,08 casos/100 mil hab.). Em relação aos óbitos, houve um aumento de 138% na taxa de óbitos confirmados de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias (2,46 óbitos/100 mil hab.) quando comparada com a semana anterior (1,03 óbitos/100 mil hab.), demonstrando uma piora no cenário de gravidade da pandemia.

Levantamento preliminar realizado pela SES/SC aponta que, no momento atual, as pessoas com quadros graves de Covid-19 hospitalizadas em leitos de UTI na rede própria estadual são em sua maioria pessoas com idade acima de 60 anos que não receberam a dose de reforço recomendada após 4 meses da completitude do esquema vacinal primário ou estão com o esquema vacinal incompleto. A SES/SC faz um apelo para que todos os catarinenses que estão no prazo para receber a dose de reforço (4 meses), principalmente os idosos, procurem o posto de vacinação do seu município e se proteja contra o coronavírus.

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