TSE decide que votação em 2022 seguirá horário de Brasília

Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, a medida foi necessária para que o pleito aconteça de forma tranquila e não gere dúvidas sobre a lisura na divulgação de resultados.
Foto: Luís Claudio Abreu/Agora Laguna
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Em 2022, o horário de votação no Brasil será unificado. Ao invés do que aconteceu nas últimas eleições, todos os estados acompanharão o horário de Brasília e não a hora local. A eleição ocorrerá das 8h às 17h.

Com isso, o eleitores votarão das 7h às 16h no Amazonas, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, onde o fuso é uma hora a menos em relação à capital federal. No Acre, o pleito começará às 6h e terminará às 15h, pois o fuso horário é duas horas a menos que o horário de Brasília. Em Fernando de Noronha, que está uma hora à frente, a votação será das 9h às 18h.

Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, a medida foi necessária para que o pleito aconteça de forma tranquila e não gere dúvidas sobre a lisura na divulgação de resultados. “No registro histórico que tivemos nas eleições de 2014, a diferença no horário de encerramento da votação, em quase todo o país e no estado do Acre, produziu interpretações, teorias conspiratórias e problemas que nós gostaríamos de evitar para assegurar a tranquilidade do processo eleitoral brasileiro”, apontou.

Naquele ano, durante o processo de totalização, os então candidatos Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) se alternaram na liderança da contagem de votos. Isso aconteceu devido à função do andamento dos dados que chegavam da Justiça Eleitoral dos estados. No entanto, a disputa acirrada foi apontada como suposta fraude na contabilização eletrônica dos votos, fato que nunca ocorreu.

O TSE também aprovou mais três resoluções para as eleições do ano que vem e liberou o impulsionamento de conteúdo político na internet durante o período de pré-campanha, criou procedimentos para pedidos de direito de resposta e sobre fiscalização das contas de partidos que vão se unir em federações.