Sarau de ogãs reforça tradição religiosa africana na Semana da Consciência Negra de Laguna

"É um momento para se pensar, ter consciência que o negro existe e deve ser respeitado, ter seu lugar de fala durante o decorrer do ano e não apenas no mês de novembro", reforça a professora Claudete Nascimento.
Foto: Claudete Nascimento/Colaboração/
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Os ogãs são os responsáveis pelo canto e pelo toque do atabaque nos rituais das religiões africanas, como Candomblé e Umbanda, e por isso ocupam posição de importante destaque e responsabilidade nestes atos. Na continuidade da programação da Semana da Consciência Negra em Laguna, um sarau que reuniu ogãs do município reforçou essa tradição.

“Participar é de extrema importância para a comunidade lagunense. Quebrando estereótipos e favorecendo a integração social e cultural com a musicalidade de toques de terreiro. Com isso, combatemos a intolerância religiosa e buscamos a união e a propagação do conhecimento. Trazer o resgate da ancestralidade, da luta e da resistência dos tambores com seus toques é fundamental para não se perder a musicalidade que ecoa nos terreiros”, comenta o babalorixá Fabrício Santos.

O evento no sábado, 20, foi realizado na histórica União Operária, cujo prédio restaurado foi entregue à sociedade lagunense no ano anterior. A programação iniciou na manhã de sexta-feira, 19, e segue até o dia 27 com várias atividades de oficinas culturais e de valorização à cultura africana.

“É um momento para se pensar, ter consciência que o negro existe e deve ser respeitado, ter seu lugar de fala durante o decorrer do ano e não apenas no mês de novembro”, reforça a professora Claudete Nascimento.

Foto: Claudete Nascimento/Colaboração/