Pesquisador encontra na praia do Gi rara boia de vidro usada no século passado

Elas caíram em desuso a partir da popularização do plástico em meados do século 20, e deixaram de ser artigo de pesca para se tornar objeto raro e alvo de procura de muitos colecionadores e antiquários. 
Divulgação/PMP-BS
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Desenvolvidas em 1840, na Noruega, para auxiliar na pesca, as boias de vidro (eggsized, em inglês) eram utilizadas para garantir boa flutuação e sustentação às redes. Elas caíram em desuso a partir da popularização do plástico em meados do século 20, e deixaram de ser artigo de pesca para se tornar objeto raro e alvo de procura de muitos colecionadores e antiquários.

Uma destas raridades foi encontrada em Laguna, durante a rotina da equipe técnica do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), segundo informou o órgão, nesta segunda-feira, 8. O objeto estava na praia do Gi e foi localizado pelo monitor Márcio Rimoli Flor. A boia de vidro ficará alguns dias exposta na sede do projeto, às margens da rodovia João Marronzinho Junior, no Laguna Internacional.

O PMP-BS costuma realizar uma rotina de vistoria nas praias de Laguna e Imbituba para localizar eventuais animais marinhos que apareçam sem vida nessa faixa de areia.

Boias de vidro se popularizaram através do Japão

As boias de vidro elaboradas pelos noruegueses se popularizaram através de pescadores japoneses. Segundo o Museu do Mar, de Santos (SP), a partir da região nórdica da Europa, a prática se expandiu para outros países daquele continente e chegou à Ásia no início do século 20.

“Chegou no Japão, que começou a manufaturar suas próprias boias de vidro, através da técnica de sopro: o vidro era trabalhado no fogo e a massa maleável era soprada por meio de longas varas de bambu”, explica a instituição. As boias que chegam às orlas litorâneas foram perdidas por barcos de pesca décadas atrás e vão navegando mar adentro.

Sobre o PMP

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

O órgão atua de Laguna até Saquarema (RJ), sendo dividido em 15 trechos. A Udesc monitora o trecho 1 entre Laguna e Imbituba, e recebe animais para reabilitação e necropsia do trecho 2, compreendido entre Imbituba e Governador Celso Ramos. Se for encontrado algum animal marinho vivo ou morto, entre em contato pelo telefone 0800 642 3341.

Divulgação/PMP-BS

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