Laguna planeja Réveillon, mas formato deve mudar com portaria

Segundo o secretário José Mello Junior, do Turismo e Lazer, a prefeitura vinha trabalhando com a expectativa de atrair cerca de 150 mil pessoas para a virada do ano, com base em levantamentos estatísticos de anos anteriores e consulta à rede hoteleira e setor turístico da cidade. Reunião ao longo da semana vai definir novo planejamento.
Foto: Elvis Palma/Agora Laguna
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A prefeitura de Laguna estuda há alguns meses a realização dos eventos para marcar a virada de ano. Até então, se tinha a expectativa de realizar shows na praia do Mar Grosso e um mini-evento na prainha do Farol. Com a nova portaria do governo do Estado, divulgada no começo da noite desta terça-feira, 30, a tendência é que tudo isso seja revisto.

O avanço da variante ômicron, detectada inicialmente na África do Sul e com dois casos já preliminarmente confirmados no Brasil, fizeram com que o Estado revisse suas mais recentes flexibilizações e determinasse proibição a eventos com mais de 500 pessoas ao ar livre e que não possuam condições de implantação do protocolo de evento seguro, devido à ausência de controle de público.

Segundo o secretário José Mello Junior, do Turismo e Lazer, a prefeitura vinha trabalhando com a expectativa de atrair cerca de 150 mil pessoas para a virada do ano, com base em levantamentos estatísticos de anos anteriores e consulta à rede hoteleira e setor turístico da cidade. Por isso, o planejamento era a montagem de um show musical na região da praça Nelson Moreira Netto (Villa) ou da Seival com artistas locais e um palco menor para a região da ilha. Incluindo, também, queima de fogos de baixo teor sonoro.

“Vamos ter que reavaliar. Tudo depende do que vem do Estado. Dentro do cenário, vamos rever e provavelmente não faremos como estávamos planejando com show do meio-dia às 4h, gratuito, aberto e com fogos. Vamos estudar a melhor forma de fazer, de forma a contemplar visitantes, lagunenses e dentro do que o Estado permite”, comenta o gestor. Uma reunião nos próximos dias vai definir como ficará o projeto do Réveillon. Na virada 2020/2021, a chegada do ano novo foi celebrada através de uma live para valorizar a vida e homenagear as pessoas que foram vítimas da Covid-19.

A nova portaria já está em vigor. O texto obriga estabelecimentos a seguirem o Evento Seguro e que só permitam a entrada de adultos com 18 anos ou mais, totalmente imunizados contra a Covid ou com teste negativo para a doença. Adolescentes de 12 a 17 anos devem ter, ao menos, a primeira dose ou o teste negativo. O uso de máscaras segue obrigatório nestes eventos.

O decreto ainda proíbe aglomeração de pessoas em qualquer ambiente, seja público ou privado, interno ou externo, para a realização de atividades de qualquer natureza.

Eventos com protocolos seguem mantidos

A portaria é específica em proibir eventos abertos com mais de 500 pessoas. No caso das atrações montadas em circuito fechado e com o protocolo de evento seguro, detalhado brevemente acima, eles continuariam liberados. É a situação, por exemplo, do Moto Laguna de Verão e do Uni (antigo Universipraias), que possuem seus regramentos de controle de público aprovados junto à prefeitura e elaborados com base no modelo estadual. Os dois eventos já começaram a montar suas estruturas.

Eventos pós-virada de ano, como o Carnaval também estão sob análise. Mais cedo, em nota à imprensa, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro anunciou que, neste primeiro momento, eventos carnavalescos não estão autorizados. “Seria irresponsabilidade falar em carnaval sem saber dos impactos”, disse.

Mello Junior elenca que, com base na atual portaria, se o Carnaval fosse hoje, apenas os blocos e eventos particulares poderiam ser realizados, por haver como controlar a entrada de público e checar dados vacinais e de testagem. Desta forma, desfile de escolas de samba como o pré-carnaval e blocos de rua como o tradicional da Pracinha estariam com suas realizações em xeque. “Esses eventos, nessa formatação, hoje não serão possíveis, mas amanhã pode mudar tudo – para melhor ou para pior”, pontua o gestor do Turismo de Laguna.