Júri condena autor de feminícidio a mais de 36 anos de prisão

Segundo o Ministério Público (MP), todas as qualificadoras apresentadas no Júri foram acatadas, resultando na pena aplicada.
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Pouco mais de um ano depois do assassinato de Delamar Marcelino, 51 anos, o autor do crime foi submetido ao Tribunal do Júri e condenado a 36 anos e oito meses de prisão. O caso foi julgado na tarde de quarta-feira, 24.

O crime ocorreu em agosto de 2020. A empresária foi morta em seu estabelecimento comercial, no bairro Progresso. Sob efeito de drogas e inconformado com o término do relacionamento, Alexandre da Silva Bem, 48, entrou no local e golpeou a vítima com 17 facadas.

O homem, preso horas depois do fato, ainda tentou assassinar Fernanda Cristina, 21, à época, funcionária da loja. A jovem foi socorrida com vida, levada ao hospital e sobreviveu.

Segundo o Ministério Público (MP), todas as qualificadoras apresentadas no Júri foram acatadas, resultando na pena aplicada. O homem deve ficar recluso na Unidade Prisional Avançada (UPA) de Laguna.

Relembre

O caso aconteceu no final da manhã do dia 11 de agosto. Delamar morava nos fundos do imóvel e estava na cozinha para preparar o almoço, quando o homem, vindo de Tubarão, invadiu o local atrás da empresária. A vítima recebeu seis facadas0 no rosto, duas no peito, três no abdome e cinco nos braços, além de cortes nas mãos.

A funcionária foi esfaqueada no peito e nos braços e encontrou forças para gritar por socorro. Na época, ela relatou os momentos de tensão vividos com exclusividade ao Portal. “Ele mandou eu ir para atrás [onde ela estava] […] e pegou e empurrou ela da cadeira e a esfaqueou muito. Depois veio em cima de mim e me deu facadas no peito e no braço e voltou nela”, relembra. Ouça aqui.

O rapaz foi preso horas depois escondido em uma embarcação na lagoa Santo Antônio dos Anjos, na região do bairro Progresso. Ele tinha vestígios de cocaína e manchas de sangue nas roupas. Levado à delegacia, confessou o crime e deixou claro que havia premeditação, como revelou o delegado Bruno Fernandes, na época.

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